Os trabalhadores reivindicam a destinação de R$ 170 milhões, em dois anos, para um projeto que vai ampliar a produção de alimentos, estruturar as cooperativas e aumentar a assistência técnica, beneficiando 17 mil pessoas. O grupo também quer a resolução dos conflitos entre indígenas e agricultores, já que cerca de 30 mil famílias devem perder suas terras para demarcação de reservas. “Nosso entendimento é que eles estão corretos em ter essa preocupação. Não é justo que eles sejam simplesmente desalojados sem receber indenização e sem serem colocados em terras compatíveis com a história de trabalho da agricultura familiar”, ponderou Tarso.
Uma reunião com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ficou marcada para a quinta-feira da semana que vem, em Brasília, para tratar do tema. A avaliação da coordenadora da Fetraf-Sul, Cleonice Back, é positiva. “Vamos continuar em negociação. Não temos dúvidas de que vamos ter alguns avanaços com o governo do Estado”, analisou.
Desde segunda-feira, os trabalhadores rurais estavam acampados em frente à sede do governo gaúcho, na Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre. Ontem, um grupo ocupou o a entrada do edifício do Centro Administrativo Fernando Ferrarri (CAFF) na Capital.
No ato, os manifestantes bloquearam as entradas do prédio que fica na avenida Borges de Medeiros, também no Centro. Eles exigiam serem recebidos pelo governo do Estado. À tarde, após acerto, os manifestantes liberaram o acesso ao prédio.
Com informações do repórter Jerônimo Pires