Mesmo sem dar mais detalhes, o secretário do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, confirmou que já existe um trabalho de elaboração da ideia em andamento. “Dentro de 60 dias, vamos apresentar um esboço da consolidação do novo sistema de desenvolvimento, com sua forma de atuação político-administrativa, e posteriormente, vamos avançar nesta proposta”, sustentou.
O governador reafirmou que o objetivo principal é criar as condições para que o Rio Grande do Sul retome o crescimento nos mesmos índices do Brasil. “Há dinheiro no País para buscarmos e, com isso, incentivar a formação desta nova estrutura produtiva para o Estado, seja junto ao BNDES e outras agências de fomento, ou até mesmo com recursos próprios”, afirmou Tarso.
Segundo o secretário Mauro Knijnik, o primeiro passo é estruturar a ação em áreas prioritárias, como indústrias estratégicas em setor como energia, telecomunicações, e inovadoras, como as de semicondutores e microeletrônica. “Vamos traçar um perfil daquelas indústrias que apresentem competitividade, que estejam ligadas à produção sustentável, além do setor agroindustrial, cooperativista, de infraestrutura e junto aos principais Arranjos Produtivos Locais (APLs)”, argumentou.
O governador Tarso Genro também informou que o incentivo aos futuros empreendimentos passa por modificações no Fundopem e a criação de outros mecanismos, dentro da nova política desenvolvimentista do atual governo. “Teremos foco na Metade Sul, atuando com a criação da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, buscando incrementar ações na área do Pólo Naval e com o Estado bancando a implantação de centros tecnológicos", disse ele.
Presente no evento, o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, garantiu que a indústria gaúcha e a entidade serão parceiras. “Propostas que determinem ações para o fomento de novos empreendimentos são bem-vindas, e precisamos incentivar a inovação tecnológica para garantirmos nossa competitividade”, disse.