Política

Taxação de grandes fortunas não traz muita vantagem, diz Levy

Ministro da Fazenda destacou que doações de dinheiro praticamente não pagam Imposto de Renda

Ministro da Fazenda destacou que doações de dinheiro praticamente não pagam Imposto de Renda
Ministro da Fazenda destacou que doações de dinheiro praticamente não pagam Imposto de Renda Foto : Valter Campanato / Agência Brasil / CP
A taxação de grandes fortunas arrecada pouco e não traz grandes vantagens para a distribuição de renda, disse nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Para ele, o aumento do Imposto de Renda em determinados casos tem mais eficácia para aumentar a arrecadação de pessoas ricas.

“A taxação estática de grandes fortunas (quando o imposto incide sobre a riqueza, não sobre a renda) não arrecada muito e não tem muita vantagem. O principal instrumento de tributação é a renda”, afirmou o ministro, ao ser perguntado sobre propostas de parlamentares de aumentar a taxação de fortunas.

Joaquim Levy lembrou que os estados tributam a herança; e os municípios, a transmissão de bens entre pessoas vivas. Ele, no entanto, destacou que doações de dinheiro praticamente não pagam Imposto de Renda.

“Quem recebe uma doação de R$ 1 milhão hoje paga muito pouco de Imposto de Renda. É uma quase renda que não está sujeita à tributação. Existem numerosas combinações e possibilidades que não se restringem ao Imposto sobre Grandes Fortunas”, completou o ministro.