O novo presidente da Petrobras, substituto de Graça Foster, o agora ex-presidente do Banco do Brasil (BB) Aldemir Bendine tem sua conduta investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Um empréstimo de R$ 2,7 milhões à empresária e socialite Valdirene Aparecida Marchiori, conhecida como Val Marchiori, concedido em 2013 de forma irregular motiva a atuação do tribunal.
Amigo de Val, Bendine teria autorizado o empréstimo sem as garantias de praxe. Na ocasião, Val teria restrições de crédito por, além de não comprovar capacidade financeira para contrair a dívida, ainda não ter quitado empréstimo anterior. Segundo denúncia de funcionários do BB, essas restrições inviabilizariam a liberação do dinheiro para qualquer outra pessoa que solicitasse tal empréstimo.
Os recursos foram obtidos por meio de uma empresa de Val, a Torke Empreendimentos, para a compra de caminhões. Depois da aquisição, os veículos foram locados para a empresa de um irmão e da cunhada da socialite. Os dois também não tinham condições de comprar os veículos ou honrar o pagamento do empréstimo.
A representação feita pelo Ministério Público que atua junto ao tribunal foi apresentada em 31 de outubro de 2014. O TCU abriu um processo sobre o caso e pediu documentos ao Banco do Brasil para analisar a operação. Os auditores do tribunal ainda não concluíram seus pareceres sobre a documentação.
Bendine contatou com integrantes do TCU e afirmou que não houve irregularidades. Caso a operação seja considerada irregular pelo tribunal, Bendine pode ser multado. Se a Corte considerar que houve prejuízo ao banco, pode ser aberta uma tomada de contas especial para determinar o montante a ser ressarcido ao banco pelo ex-presidente.
TCU investiga Bendine em caso de empréstimo para socialite
Novo presidente da Petrobras responde por operação de crédito suspeita