Política

Temer nega pressão do PMDB para sua saída da articulação

Vice-presidente da República afirma que não deve discutir sobre este tema

Temer nega pressão do PMDB para sua saída da articulação
Temer nega pressão do PMDB para sua saída da articulação Foto : Antônio Cruz / Agência Brasil / CP
O presidente da República em exercício, Michel Temer, adotou um tom conciliador e disse nesta quarta-feira, que não acha que o tema de "golpe" tenha que ser debatido pelo governo ou pela oposição. "Nós não devemos discutir esse tema. Nós, situação e oposição, devemos pensar no Brasil", disse. "Essas discussões não valem a pena levar a diante", completou. 

Questionado se está sendo pressionado por parte do PMDB para deixar a articulação do governo, Temer negou. "Não há pressão", afirmou. "O vice-presidente da República colabora sempre com a articulação, permanentemente", reforçou.

Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff classificou como "golpista" a defesa por parte da oposição de sua saída do governo e disse que defenderá "com unhas e dentes" o mandato para o qual foi eleita. Nessa terça-feira, o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), disse que o discurso do golpe assumido pela presidente é uma estratégia para "constranger" a ação das instituições e da imprensa.

Temer participou nesta manhã, ao lado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de sessão solene em homenagem póstuma ao ex-presidente da Câmara Paes de Andrade, que ocupou a Presidência da República quando era presidente da Câmara dos Deputados, de 1989 a 1991.

Ele morreu no dia 17 de junho, aos 88 anos, de falência múltipla dos órgãos. O político cearense foi embaixador do Brasil em Portugal e ocupou a Presidência 11 vezes na gestão José Sarney. Sempre filiado ao PMDB, na Presidência sancionou o projeto de construção do açude Castanhão, no Ceará.  

Paes de Andrade era sogro do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que também participou da cerimônia desta quarta-feira.