Política

Temer pede maior diplomacia na ONU e defende proibição de armas nucleares

Presidente fez discurso de abertura em assembleia-geral nos Estados Unidos

Temer pediu maior diplomacia em discurso na ONU
Temer pediu maior diplomacia em discurso na ONU Foto : Spencer Platt / Getty Imagines / AFP / CP
O presidente Michel Temer defendeu uma maior diplomacia na Organização das Nações Unidas (ONU), em discurso de abertura da assembleia-geral em Nova Iorque nesta terça-feira. Temer ainda disse que irá assinar nesta quarta um tratado de proibição de uso de armas nucleares.

“Terei a honra de assinar amanhã tratado de proibição de uso de armas nucleares. O Brasil abriu mão, voluntariamente, de produzir armas nucleares. O Brasil é um país onde a própria constituição veta o uso de tecnologia nuclear para fins não pacíficos”, declarou o presidente, que aina defendeu ampliação nas ações do conselho de segurança da ONU.

“Sustentamos ao lado de tantos outros países o imperativo de reformar as Nações Unidas. É necessário ampliar o conselho de segurança para ajustar às necessidades de século XXI”, sustentou.

“Não há lugar para alternativas à democracia" na Venezuela

Michel Temer também abordou a questão da Venezuela em seu discurso. O presidente disse que o Brasil está junto ao povo venezuelano e afirmou que no país vizinho “não há lugar para alternativas à democracia”, segundo ele.

"Estamos ao lado do povo venezuelano, a que nos ligam vínculos fraternais. Na América do Sul, já não há mais espaço para alternativas à democracia. É o que afirmamos no Mercosul, é o que seguiremos defendendo", afirmou Temer.

Economia

Temer também falou sobre temas econômicos e condenou o protecionismo como saída para dificuldades econômicas. Ele defendeu o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC), dizendo que o Brasil defende "um sistema de comércio internacional aberto e baseado em regras". E afirmou que, em dezembro deste ano, durante a Conferência Ministerial da OMC em Buenos Aires, será preciso enfrentar problemas como acesso a mercados de bens agrícolas e eliminação de subsídios à agricultura.

Sobre temas internos, Michel Temer mencionou as reformas estruturais em curso no Brasil e disse que o país está "resgatando o equilíbrio fiscal, [pois] sem responsabilidade fiscal, a responsabilidade social não passa de discurso vazio", e disse que "o novo Brasil que está surgindo das reformas é um país mais aberto ao mundo".