Política

Temer prevê fim de déficit fiscal em até três anos e garante sequência da Lava Jato

Presidente acredita que teto para gastos será aprovado em 2016

Presidente acredita que teto para gastos será aprovado em 2016
Presidente acredita que teto para gastos será aprovado em 2016 Foto : Timothy A. Clary / AFP / CP
O presidente Michel Temer disse, em entrevista exclusiva à emissora de TV Bloomberg na segunda, que o Brasil ainda terá um "pequeno déficit fiscal" em 2018. "Vai demorar dois ou três anos para eliminarmos (o déficit)", afirmou o presidente. Segundo Temer, a economia brasileira ainda continua em situação muito difícil. "Mesmo que melhoremos apenas um pouco no próximo ano, será um grande passo à frente," notou. Sobre a Operação Lava Jato, Temer afirmou que não haverá obstruções aos trabalhos de investigação, mesmo que eles passem a focar mais seu partido, o PMDB. "A Lava Jato vai continuar até que seja concluída, e que todos os crimes sejam revelados", disse à Bloomberg.

Temer também afirmou que, por não ter ambições políticas em 2018, ficará à vontade para lidar com questões "aparentemente impopulares", como o controle dos gastos e a reforma da Previdência. "Agora que eu assumi a Presidência definitivamente, vou adotar uma postura mais dura na política e economia", disse. Temer concedeu a entrevista na sede da Bloomberg em Nova Iorque. 

PEC dos gastos


Temer previu também que o Congresso Nacional deverá aprovar a proposta que estabelece um teto para os gastos federais ainda este ano e a reforma da Previdência, no primeiro semestre de 2017. Prometeu gastar seu capital político para implementar as reformas e disse que ficará à vontade para enfrentar temas impopulares. Ainda na entrevista, concedida em Nova Iorque, o presidente brasileiro afirmou que poderá analisar se há espaço para ajudar os Estados e que seu governo sempre combaterá o protecionismo.

Na manhã desta terça, o presidente do Brasil fará o discurso de abertura da 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).