De acordo com Temer, se houver esclarecimentos a fazer, Palocci os prestará. "Nós confiamos nos esclarecimentos que ele venha a dar", reiterou o vice-presidente. Temer evitou falar numa eventual campanha de desestabilização do governo federal, no caso envolvendo o ministro da Casa Civil. "Se é uma campanha ou não, não sei dizer."
Nesta sexta, o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), começou a recolher assinaturas para tentar criar uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) a fim de investigar as denúncias sobre Antonio Palocci. O patrimônio dele cresceu 20 vezes nos quatro anos em que foi deputado federal.
São necessárias 171 assinaturas, no mínimo, na Câmara e 27, no Senado. A ideia, segundo assessores da liderança tucana, é alcançar a quantidade necessária de nomes antes da próxima terça-feira para evitar que o assunto perca força no Congresso, devido à votação do novo Código Florestal – assunto considerado polêmico entre parlamentares e governo.