Política

Tive um câncer de pele, e eu estou tratando para ficar bonitão, diz Lula

Presidente passa por tratamento complementar e preventivo com radioterapia contra um câncer de pele

O presidente foi diagnosticado com carcinoma basocelular no couro cabeludo, considerado o tipo mais comum e menos agressivo da doença
O presidente foi diagnosticado com carcinoma basocelular no couro cabeludo, considerado o tipo mais comum e menos agressivo da doença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 2, que está tratando um câncer de pele e brincou que o objetivo é "ficar bonitão". Ao longo do discurso, após visita ao Hospital Municipal Universitário de Rio Verde (HMU), em Goiás, Lula retirou o chapéu e mostrou a cabeça à plateia.

"Vocês estão vendo que minha cabeça está machucada porque tive um câncer de pele e estou tratando para ficar bonitão. Mais do que eu já sou vai ser impossível", disse o petista. Em seguida, ele reiterou que quer "viver até 120 anos".

Lula passa por tratamento complementar e preventivo com radioterapia contra um câncer de pele. O presidente foi diagnosticado com carcinoma basocelular no couro cabeludo, considerado o tipo mais comum e menos agressivo da doença. A radioterapia superficial tem o objetivo de eliminar possíveis células residuais e evitar a reincidência.

O planejamento médico prevê 15 sessões de radioterapia ao longo de três semanas. As aplicações começaram em 25 de maio e são realizadas no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. A lesão tumoral havia sido totalmente removida em cirurgia realizada em 24 de abril.

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Nos últimos eventos públicos, Lula tem usado chapéu como medida de proteção da região tratada contra a incidência direta de raios solares.

No evento desta terça-feira, o presidente voltou a defender o fim da escala 6x1, afirmando que nenhum trabalhador deveria precisar trabalhar seis dias para descansar apenas um. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada pela Câmara em dois turnos, com ampla maioria: 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno, e 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo.

Lula também criticou governadores contrários à proposta e políticas públicas do governo federal, dizendo que eles deveriam evitar declarações que considerou inadequadas, e afirmou que, diferentemente de parte dos chefes dos Executivos estaduais, tem origem nas camadas mais pobres da população. Um dos adversários do petista à recondução ao Planalto é ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Também participaram do evento os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos; e da Educação, Leonardo Barchini.