Ao contrário dos trabalhadores brasileiros em geral, os ministros do STF têm dois meses de férias por ano, fora feriados e recessos. As férias deles no meio do ano começaram no dia 1º de julho. Mas a assessoria de Toffoli confirmou que ele saiu antecipadamente de férias e prestigiou o casamento ocorrido em 21 de junho. Realizado num hotel de luxo da ilha, no sul da Itália, a festa teve como atração principal um show do cantor Pepino di Capri, famoso por músicas antigas como "Champagne", "Roberta", "Dio Come ti Amo" e "Sapore di Sale".
De acordo com reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, as despesas com a viagem de convidados foram pagas pelo noivo. Toffoli informou por meio de sua assessoria que pagou pelos deslocamentos aéreos. Entretanto, não disse se arcou com as despesas hoteleiras. "Foi uma viagem de caráter estritamente particular, e o ministro não vai se pronunciar sobre questões pessoais", justificou a assessoria de Toffoli. Além da Itália, o ministro viajou para Alemanha e França.
Podval atuou como advogado em processos de grande repercussão nacional, como o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT) e a morte da menina Isabella Nardoni. Toffoli foi advogado do PT em Brasília. Depois de defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Justiça Eleitoral, ele foi nomeado advogado-geral da União. No final de seu governo, Lula o indicou para o STF.