Política

Tom foi de otimismo no primeiro dia em Copenhague

Não houve grandes atritos entre os países presentes na Conferência

Tom foi de otimismo no primeiro dia em Copenhague
Tom foi de otimismo no primeiro dia em Copenhague Foto : Liselotte Sabroe/AFP
O tom de otimismo dominou a abertura da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague, e não houve grandes atritos entre os países no primeiro dia da conferência. Um funcionário de alto escalão da convenção afirmou estar pela primeira vez em muito tempo otimista com o rumo das negociações, apesar dos desafios pela frente. "As últimas semanas foram inspiradoras. Todos os países industrializados e as principais nações em desenvolvimento colocaram as cartas na mesa."

A presidente da COP-15, Connie Hedegaard, que está incumbida de mediar o acordo, afirmou que Copenhague será a cidade dos três Cs: "cooperação, compromisso e consenso". E o primeiro ministro dinamarquês, Lars Rasmussen, anunciou, animado, que 110 chefes de Estado confirmaram presença no encerramento do encontro - o que demonstra a importância que o tema adquiriu.

As poucas farpas foram trocadas na tarden de segunda-feira. Em entrevista aos jornalistas, representantes da União Europeia cobraram metas mais ambiciosas dos EUA e da China. O ministro do meio ambiente da Suécia, Andreas Carlgren, disse que o presidente americano, Barack Obama, não pode vir até Copenhague e não colocar "mais nada na mesa". "Esperamos mais dos dois países", disse Carlgren.

Disse ainda que se os outros não melhorarem as propostas, a União Europeia não poderá adotar a meta de 30% de corte nas emissões - a proposta do bloco é cortar em 20% as emissões de CO2, mesmo que ninguém mais se comprometa, podendo chegar a 30% se houver movimento semelhante dos demais países. "Ficarei muito desapontado se não conseguirmos chegar aos 30%."

O principal negociador dos EUA, Jonathan Pershing, disse que o seu país já apresentou um número "notável". E ressaltou que não importa somente a meta para 2020 (redução de 17% em relação aos níveis de 2005), mas a trajetória de longo prazo de cortes nas emissões. Segundo ele, a redução chegará a mais de 80% em 2050.