Uma intimação foi entregue no Legislativo nesta terça convocando Souto, Sossella e o procurador-geral da Casa, Fernando Ferreira, a prestarem informações à Justiça Eleitoral.
De acordo com o advogado de Sossella, Décio Itiberê, não houve nenhuma irregularidade na venda de convites para um jantar de arrecadação para a campanha do deputado pedetista. “Ninguém foi exonerado por não comprar convites. Não houve ameaças aos FGs. Essa será a conclusão a que irão chegar no final da investigação”, disse. Itiberê garantiu ainda que foram entregues recibos a cada convite vendido, o que seria devidamente repassado à Justiça Eleitoral através das prestações de conta de campanha.
Em relação a um caderno contendo uma lista com o nome de eleitores, encontrado supostamente no gabinete de Souto, seria, de acordo com Itiberê, de endereços de amigos e familiares de estagiários da Casa que receberiam material de campanha pelos Correios.
Itiberê também negou que o caderno com as anotações tenha sido recolhido durante diligência da Polícia Federal no Legislativo. O advogado afirmou ainda que o pedido de afastamento não terá efeitos concretos pois o superintendente-geral da Assembleia entraria em férias a partir desta quarta. No início do mês, Souto já havia prestado depoimento à PF sobre o mesmo assunto.