Política

Treze vetos trancam pauta da Câmara de Vereadores de Porto Alegre

São iniciativas do prefeito Nelson Marchezan Júnior e do antecessor

São iniciativas do prefeito Nelson Marchezan Júnior e do antecessor
São iniciativas do prefeito Nelson Marchezan Júnior e do antecessor Foto : Leonardo Contursi/ CMPA / Divulgação / CP
A Câmara de Porto Alegre retoma os trabalhos após o Carnaval com uma lista de pelo menos 13 vetos trancando a pauta em plenário. São iniciativas do prefeito Nelson Marchezan Júnior e também do antecessor, José Fortunati. O resultado das análises no placar vai servir como uma espécie de termômetro em relação ao humor de vereadores dos blocos independentes na Casa, que somam 18 vereadores.

Integrantes da cúpula do governo Marchezan reconhecem que, além de uma base aliada minoritária no Legislativo municipal, com apenas 11 vereadores, há preocupação em relação aos ânimos dos aliados em função de medidas adotadas pelo tucano. Entre elas, prioritariamente, as demissões de cargos de confiança que vêm ocorrendo paulatinamente. A última leva, de 40 exonerações, foi publicada no Diário Oficial de Porto Alegre na última sexta-feira. Mas virão mais pela frente. Uma lista com aproximadamente mais cem nomes, considerando as secretarias, mas também órgãos da administração indireta, está sendo elaborada com base em avaliações e mapeamento realizados pelos novos comandantes dos setores.

Desde o início da administração, em janeiro, já foram desligados ocupantes de mais de 400 cargos em comissão. Parte destes cargos que estão ou ficarão vagos, no entanto, podem voltar a ser ocupados por indicações de lideranças e vereadores de partidos da base, mas passando por nova seleção, que obrigatoriamente representa passar pelo Banco de Talentos, ferramenta criada pelo tucano com o objetivo de qualificar a gestão. A exigência vem gerando ruídos entre aliados.