O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, nesta quarta-feira, em Porto Alegre, um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pedia a suspensão do interrogatório dele ao juiz federal Sérgio Moro, marcado para 13 de setembro, em Curitiba.
Os advogados queriam o adiamento da oitiva até receberem detalhes sobre o funcionamento dos sistemas "My Web Day" e "Drousys". As ferramentas eram empregadas pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o departamento de propina da empreiteira, acusada de fraudar contratos assinados com a Petrobras e investigados pela Operação Lava Jato.
A defesa queria, ainda, acesso integral ao acordo de leniência da Odebrecht, entre outras providências, também negadas pela Corte. Segundo o relator do habeas corpus, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, “carecem de fundamento legal” a tentativa da defesa de impor ao MPF prazo para apresentar as provas, assim como o pedido de suspensão da ação por 30 dias para que a defesa analise esse material.
TRF mantém depoimento de Lula a Moro no dia 13 de setembro
Defesa teve pedidos negados pelo desembargador João Pedro Gebran Neto