As questões relativas ao sistema tributário e as iniciativas do governo federal para tentar diminuir o preço dos alimentos estiveram no foco da participação do governador Eduardo Leite (PSDB) no Fecomércio Debates, o almoço promovido pela entidade nesta sexta-feira, 14.
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Ainda antes do evento, o presidente da Fecomércio RS, Luiz Carlos Bohn, não poupou elogios ao governo estadual, mas fez uma ressalva. “Desejamos que ele continue fazendo o que fez até agora, com exceção de tentar aumentar imposto. Isso é um recado muito claro que daremos. Existe um limite de retirada de recursos da economia, do mercado, para o Estado. Produtividade é o que se deve procurar, mas não sobrecarregando a sociedade.”
Durante o almoço, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, fez novo afago a Leite. Ao se dirigir ao chefe do Executivo, declarou que o RS deseja ter novamente um presidente da República. Na sequência, disse que o governo federal está fazendo seu papel ao zerar alíquotas de importação para uma série de produtos alimentícios. E sugeriu que o Estado amplie a isenção de itens. “Seria importante mostrar que já tomou uma iniciativa”, resumiu.
Leite respondeu que o governo estadual está aberto ao diálogo em pontos em que possa evoluir, mas citou produtos já isentos e o programa de devolução de imposto para famílias de baixa renda.
Aos jornalistas, ao término do evento, o governador afirmou que o RS já tem alíquota zero de ICMS em leite, ovos, pães e hortifrutigranjeiros. E alíquotas reduzidas em itens como carne, feijão, café e arroz.
“Para dar um exemplo apenas. Ovos são isentos. E nem por isso o preço deixou de subir. Porque não é sobre imposto (o aumento atual), é sobre as condições que pressionam o setor. É uma ilusão jogar toda a carga da discussão sobre a questão tributária, mas estamos avaliando.”