Política

TSE alerta para coação eleitoral em selfies

Eleitores usaram smartphones para tirar foto da votação e postar nas redes sociais

Presidente do TSE alerta para situação em que pessoa foi coagida a votar em algum candidato
Presidente do TSE alerta para situação em que pessoa foi coagida a votar em algum candidato Foto : Tumblr / Divulgação / CP
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, afirmou neste domingo que grande preocupação com os selfies tirados na urna eletrônica “não é a vaidade dos cidadãos”, mas sim a situação em que a pessoa é coagida para votar em algum candidato, usando deste artifício para comprovar o voto. “Selfie é muito mais a vaidade humana do que qualquer outra coisa. Mas vamos avaliar e ver maneiras de se fazer um melhor controle”.

Muitos eleitores usaram os smartphones para tirar foto no momento da votação e postaram as imagens nas redes sociais, prática proibida pela legislação eleitoral. Imagens mostravam os números que digitaram, as fotos dos candidatos e a tecla verde de "Confirma". Selfies mostrando a conclusão da votação, com a urna e a palavra “Fim” ao fundo, também foram feitos pelos internautas. No Instagram, até um pequeno vídeo foi postado, mostrando desde o momento em que o número do candidato a presidente foi pressionado até a confirmação do voto.

De acordo com o TSE, os mesários e o presidente da mesa devem orientar o eleitor a deixar os equipamentos eletrônicos antes de se dirigirem à cabine.  Uma página foi criada para monitorar e ironizar as pessoas que tiraram fotos de dentro das cabines. Com as hastags #selfienaurna, #eleicoes, #urna, e até a grafia errada #selfnaurna, alguns receberam conselhos de amigos depois dos selfies, informando que a conduta poderia ser considerada crime, e acabaram deletando as postagens.

Alguns eleitores, entretanto, registraram o momento da votação apenas em forma de texto ou com selfies que não identificavam o local nem a urna. Com a hastag #javotei, usuários do Twitter e do Facebook postaram depoimentos dizendo terem cumprido o “dever de cidadão” e incentivando os demais com frases como “fiz a minha parte”. Muitos também divulgaram, fora das cabines, suas preferências políticas, postando o nome e o número de seus candidatos.

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