"Cabe agora aos órgãos da Justiça Eleitoral e aos cientistas políticos fazerem uma avaliação", afirmou a ministra em rápida entrevista a jornalistas, concedida na sede do TSE às 20h, quando 98% dos votos estavam totalizados. "Toda abstenção não é boa", completou.
Passado o segundo turno, o TSE terá de julgar até a diplomação dos eleitos os recursos que tratam dos registros dos candidatos. Dos mais de 8 mil processos que chegaram ao tribunal, 65% foram decididos até agora pela Corte.
Também integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia evitou falar sobre o processo do mensalão ao ser perguntada sobre o fato de o colega de STF Ricardo Lewandowski ter sido hostilizado no local de votação. Revisor do processo do mensalão e autor de votos pela absolvição de alguns réus, Lewandowski ouviu críticas de eleitores e até de um mesário. Ela disse que lamenta reações violentas a agentes públicos ou particulares que emitem suas opiniões.
Mais de 300 urnas precisaram ser trocadas
Em todo o país, 303 urnas eletrônicas tiveram que ser substituídas durante a votação no segundo turno das eleições municipais. O número corresponde a 0,35% dos equipamentos instalados nas seções eleitorais dos 50 municípios que voltaram às urnas neste domingo, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nenhuma seção, a urna eletrônica precisou ser substituída por votação em cédula de papel. Segundo o TSE, 8.813 urnas de contingência estavam preparadas para substituir equipamentos com eventuais problemas. Em Pelotas, única cidade gaúcha a ter segundo turno, nenhuma urna eletrônica precisou de substituição.