Política

Tumultuada, primeira sessão da Câmara irá gerar nova ação na Justiça

Bloco de esquerda reclama por ter ficado de fora da mesa diretora e quer anular sessão

Oposição reclama ausência na mesa diretora da Câmara de Porto Alegre
Oposição reclama ausência na mesa diretora da Câmara de Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
A primeira sessão do legislativo de Porto Alegre foi marcada confusão e com a promessa da oposição de levá-la à Justiça. Isso porque a esquerda ficou de fora da mesa diretora da Câmara Municipal, contrariando determinação judicial que obrigava a Câmara a manter o critério de proporcionalidade na composição da mesa, algo assegurado até mesmo pela Constituição Federal.

No início da sessão já não houve acordo para determinar o presidente da Câmara, forçando a necessidade de eleição entre os parlamentares. O vereador Cássio Trogildo (PTB) foi eleito presidente da Câmara, superando Alex Fraga (PSol) por 28 votos a sete e uma abstenção. Na sequência, nova disputa para a primeira vice-presidência: Valter Nagelstein (PMDB) superou em votos Alex Fraga. Para a segunda vice-presidência, Fraga foi derrotado por Cláudio Janta (SD).

Novas eleições para a primeira e segunda secretarias da Casa tiveram como vencedores Mauro Pinheiro (Rede) e João Carlos Nedel (PP). Devido à decisão judicial, a candidatura de Thiago Duarte (DEM) à terceira secretaria foi indeferida, tornando Fraga candidato único. No entanto, o vereador do PSol recebeu apenas oito votos válidos ante 27 contrários e uma abstenção. Trogildo, então, declarou o cargo vago e informou que, nestes casos, o Regimento Interno prevê a definição para a primeira sessão ordinária da Legislatura, a ocorrer em fevereiro.

Os ânimos se exaltaram a partir da decisão, por conta dos protestos da oposição. Trogildo considerou a decisão judicial cumprida, mas o bloco de esquerda, não. “Rasgaram o regimento e descumpriram a decisão judicial”, afirmou a vereadora Sofia Cavedon (PT), que anunciou que o bloco de esquerda irá entrar na Justiça pedindo o anulamento das posses ocorridas na sessão – incluída a do prefeito Nelson Marchezan Jr.