No início da sessão já não houve acordo para determinar o presidente da Câmara, forçando a necessidade de eleição entre os parlamentares. O vereador Cássio Trogildo (PTB) foi eleito presidente da Câmara, superando Alex Fraga (PSol) por 28 votos a sete e uma abstenção. Na sequência, nova disputa para a primeira vice-presidência: Valter Nagelstein (PMDB) superou em votos Alex Fraga. Para a segunda vice-presidência, Fraga foi derrotado por Cláudio Janta (SD).
Novas eleições para a primeira e segunda secretarias da Casa tiveram como vencedores Mauro Pinheiro (Rede) e João Carlos Nedel (PP). Devido à decisão judicial, a candidatura de Thiago Duarte (DEM) à terceira secretaria foi indeferida, tornando Fraga candidato único. No entanto, o vereador do PSol recebeu apenas oito votos válidos ante 27 contrários e uma abstenção. Trogildo, então, declarou o cargo vago e informou que, nestes casos, o Regimento Interno prevê a definição para a primeira sessão ordinária da Legislatura, a ocorrer em fevereiro.
Os ânimos se exaltaram a partir da decisão, por conta dos protestos da oposição. Trogildo considerou a decisão judicial cumprida, mas o bloco de esquerda, não. “Rasgaram o regimento e descumpriram a decisão judicial”, afirmou a vereadora Sofia Cavedon (PT), que anunciou que o bloco de esquerda irá entrar na Justiça pedindo o anulamento das posses ocorridas na sessão – incluída a do prefeito Nelson Marchezan Jr.
PT e PSOL vão recorrer à Justiça p/ tentar cancelar posse de Marchezan por descumprimento de medida judicial @RdGuaibaOficial pic.twitter.com/FRCw3Yj2rN — Samantha Klein (@samklein) 1 de janeiro de 2017