Política

UNE é suspeita de fraudar convênios com Ministério da Cultura

Pelo menos nove acordos firmados com a entidade, no valor de R$ 2,9 milhões, estariam em situação irregular

A União Nacional dos Estudantes (UNE) é suspeita de fraudar convênios, forjar orçamentos e não prestar contas de recursos públicos recebidos nos últimos dois anos. A entidade teria apresentado documentos de uma empresa de segurança fantasma, com sede na Bahia, para conseguir aprovar um patrocínio para o encontro nacional em Brasília. Dados do Ministério da Cultura revelam que pelo menos nove convênios celebrados com a UNE, totalizando R$ 2,9 milhões, estão em situação irregular.

O presidente da entidade, Augusto Chagas, de 27 anos, promete devolver o dinheiro, se forem comprovadas irregularidades. Dois convênios estariam com prazo de prestação de contas expirado no ministério: o Congresso Nacional da UNE, realizado em julho, em Brasília, e o projeto Sempre Jovem e Sexagenária, celebrado em 2008, que tinha como meta produzir - até 4 de junho - 10 mil livros e um documentário sobre a história estudantil secundarista.

Apesar de o governo ter repassado R$ 826 mil para os projetos, a entidade, mesmo cobrada, não teria entregue extratos bancários e notas fiscais, nem cumprido a “execução dos objetivos”, os livros e o documentário. Sobre os livros, uma cláusula do contrato diz que a UNE teria 60 dias para prestar contas, a partir de junho, ou restituir em 30 dias as verbas não usadas, mas não teria feito nem uma coisa nem outra.