Política

União bloqueia R$ 60 milhões do governo do RS por não pagar dívida

Governador Sartori anunciou opção por pagamento dos salários dos servidores

Governador Sartori anunciou opção por pagamento dos salários dos servidores
Governador Sartori anunciou opção por pagamento dos salários dos servidores Foto : Samuel Maciel/CP Memória
A opção do governo Sartori por quitar o salário dos servidores e manter em aberto a dívida com a União já dá reflexos à administração estadual. O Banco do Brasil informou, nesta terça-feira, o bloqueio de cerca de R$ 60 milhões que estavam no Tesouro.

O sequestro de valores seguirá como garantia até o Palácio Piratini quitar a dívida atrasada de julho. A parcela é de cerca de R$ 263,9 milhões. O governo estadual está, desta forma, impedido de repassar recursos inclusive a prefeituras e a fornecedores, assim como pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs).

Sartori disse que nesta quarta-feira vai a Brasília "continuar a jornada na defesa dos interesses do Estado" para reuniões no Supremo Tribunal Federal (STF), na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Ele encontrará na Capital Federal o Secretário do Tesouro, Marcelo Saintive.

Após o pronunciamento de Sartori, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, explicou a decisão de pagar os servidores e não quitar a dívida com a União. Entre as medidas que possibilitaram o pagamento integral dos salários, está a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Parcelamento

No dia 31 de julho, o governo do RS anunciou o parcelamento dos salários dos servidores estaduais como consequência do agravamento da crise financeira. Segundo a equipe de Sartori, que ficou responsável por conversar com imprensa no dia, a falta de dinheiro em caixa, mesmo com as medidas de austeridade adotadas desde o início do ano, impossibilitava o pagamento integral dos vencimentos.

A linha de corte da primeira parcela, paga no dia 31 de julho, foi de R$ 2,150 mil. Conforme o planejamento inicial do Executivo gaúcho, uma segunda parcela no valor de R$ 1 mil seria desembolsada até 13 de agosto. Os profissionais com salários superiores a R$ 3.150 mil só receberiam o restante em uma terceira parcela, que será quitada até 25 de agosto.