O deputado defendeu sua gestão à frente da liderança do governo dizendo que não houve derrota do Executivo sob seu comando e que sua substituição tem caráter político. “Acho que pode haver a troca por ser incompetente, não ser leal, não ter base ou pode ser por razão política. No meu caso, a razão é política”, disse.
Ele ressaltou que, algumas vezes, discordou da postura do Executivo em apressar a votação de algumas matérias por entender que não era o momento e que a base seria derrotada no plenário. Segundo ele, essa condução fez com que não houvesse derrota do governo em votações na Câmara. De acordo com Vaccarezza, Dilma pediu a indicação de nomes para substitui-lo no cargo, mas ele preferiu não dar sugestões.
Jucá diz que deixará liderança do governo no Senado ainda hoje
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) informou que deixará nesta terça-feira o cargo de líder do governo no Senado. “Deixarei a liderança hoje. O Palácio (do Planalto) vai confirmar o rodízio de líderes”, disse o parlamentar em mensagem enviada à Agência Brasil. A presidenta Dilma Rousseff deve indicar o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para substituí-lo.
Mais cedo, o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), já havia informado que o partido vai indicar Jucá para a relatoria-geral da proposta de Orçamento da União para 2013. "É com muita honra que decidimos indicar o Romero (Jucá) para ser o relator da Comissão Mista de Orçamento. O cargo pertence ao PMDB e por isso decidimos convidá-lo", falou Calheiros, acrescentando que o maior desafio do novo líder do governo no Senado é buscar a unidade no partido. "O movimento (no PMDB) vem no sentido de unidade e precisa ser cada vez mais estimulado”, informou.
De acordo com o líder do PMDB, Dilma já estava querendo estabelecer um sistema de rodízio nas lideranças do governo. Integrantes da bancada admitem que o senador Eduardo Braga terá que conversar muito para conseguir essa unidade. Uma de suas primeiras tarefas, segundo os parlamentares, é convencer a presidente a conversar diretamente com a bancada.