Política

Valdemar minimiza críticas a Tarcísio por cancelar visita a Bolsonaro: “estamos juntos”

O governador de SP visitaria o ex-presidente na Papudinha, em Brasília, nesta quinta-feira

A visita havia sido solicitada pela defesa de Bolsonaro e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
A visita havia sido solicitada pela defesa de Bolsonaro e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) Foto : Valter Campanato / Agência Brasil / CP

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, minimizou as críticas dirigidas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo cancelamento da visita que faria nesta quinta-feira, 22, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília.

"Tarcísio é homem correto, jamais faria isso com o Bolsonaro. Ainda mais no triste momento que ele está passando", afirmou Valdemar à CNN Brasil. "Ele (Tarcísio) já disse que estamos juntos", concluiu Valdemar. Nos bastidores, porém, a leitura é outra.

Segundo a colunista Roseann Kennedy, no Estadão Analisa, o governador decidiu evitar o encontro porque poderia ser "enquadrado" por Bolsonaro para ajudar na campanha presidencial do filho. De acordo com a apuração, Tarcísio estaria desgastado com ataques recorrentes dos filhos do ex-presidente e, por cautela, optou por aguardar um momento mais favorável para a visita.

Ao jornal O Globo, na terça-feira, 20, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Tarcísio iria "ouvir da boca de Bolsonaro que está fazendo um grande trabalho como governador de São Paulo e que sua reeleição é fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT. Eleições presidenciais estão descartadas para ele".

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A visita havia sido solicitada pela defesa de Bolsonaro e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Horas depois, contudo, Tarcísio - que já havia confirmado a ida em gesto de solidariedade - cancelou o encontro, alegando conflito de agenda. Uma nova data será agendada, afirmou a Secretaria de Comunicação (Secom) do Estado.

O adiamento foi criticado por aliados de Bolsonaro. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), chamou a decisão de Tarcísio de "equívoco".

“Entendo que o presidente, nessa situação humanitária que ele está vivendo, passando por todo esse sofrimento, pelo menos metade da população brasileira gostaria de visitá-lo. Eu seria um deles, um voluntário para ir até lá", afirmou nesta quarta-feira, 21.