Política

Van Hattem reage à possibilidade da suspensão de seu mandato por 30 dias

Deputado federal gaúcho que pode receber punição por motim

Investidas da oposição podem acabar gerando resistência
Investidas da oposição podem acabar gerando resistência Foto : Bruno Spada/Câmara dos Deputados/CP

Após o corregedor da Câmara dos Deputados pedir a suspensão cautelar do mandato do deputado federal gaúcho Marcel van Hattem (Novo) e de outros dois parlamentares, o político reagiu à possibilidade de punição em suas redes sociais.

Ao receber a notícia com “indignação e credibilidade”, Van Hattem, que é pré-candidato ao Senado, afirma que está sendo perseguido. “Demonstra-se, mais uma vez, que a perseguição contra a direita não cessa, sobretudo quando tratamos de pautas nobres como a defesa da anistia humanitária e o fim do foro privilegiado. A obstrução é instrumento legítimo e coberto pela imunidade parlamentar”, escreveu.

O gaúcho pode ter seu mandato suspenso por 30 dias pelo motim dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que compõem a bancada de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que impediu os trabalhos do plenário da Câmara dos Deputados neste mês de agosto. Van Hattem, Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC), alvos do pedido de suspensão, tiveram papel de protagonismo no motim.

Agora, cabe à Mesa Diretora da Câmara, sob coordenação do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), acatar ou não o pedido de punição determinado pelo corregedor, o deputado Diego Coronel (PSD-BA).

Confira abaixo a nota de Van Hattem na íntegra

SUSPENSÃO DO MEU MANDATO POR 30 DIAS? SEM CABIMENTO!
Ainda não fui notificado oficialmente de qualquer decisão do corregedor da Câmara, dep. Diego Coronel, porém a se confirmar o noticiado na imprensa, recebo a notícia de um pedido de suspensão do meu mandato com indignação e até mesmo incredulidade.
Demonstra-se, mais uma vez, que a perseguição contra a direita não cessa, sobretudo quando tratamos de pautas nobres como a defesa da anistia humanitária e o fim do foro privilegiado. A obstrução é instrumento legítimo e coberto pela imunidade parlamentar.
Parlamentares de esquerda já obstruíram por diversas vezes os trabalhos da Casa, às vezes até mesmo com violência – diferentemente de nós, da oposição, que agimos pacificamente - e nunca houve uma punição sequer à esquerda.
Vou defender cada um dos meus 256.913 eleitores durante as reuniões do Conselho de Ética que tratarão do tema. Estou convicto de que os deputados membros chegarão à única conclusão possível em uma democracia: a rejeição da sugestão e o arquivamento de uma representação tão injusta.
Minha participação na política nunca foi para conquistar um cargo ou para obter quaisquer benefícios pessoais. Pelo contrário: sempre foi para cumprir com a missão de defender a liberdade e um Rio Grande do Sul e um Brasil melhores para todos.
Batalharei até o fim na defesa dos meus valores. Meus eleitores gaúchos e quem me acompanha em todo o Brasil verão, no combate à injustiça que promovem contra mim, o mesmo empenho que tenho no combate à injustiça que fazem contra outros.
Contem comigo, fiquem firmes e vamos em frente. Até o final.
Deus conosco!