Designado a fazer a defesa do PT diante do vazamento de informações que implicariam o partido no esquema de propinas envolvendo a Petrobras, o ministro do Desenvolvimento Agrário licenciado, Miguel Rossetto, disse que há empenho da presidente Dilma Rousseff em permitir que as investigações tenham êxito. Rossetto, que concedeu entrevistas na noite de sexta-feira, em Porto Alegre, durante a passagem pelo Estado da presidente candidata à reeleição ao Palácio do Planalto, também alegou que existe uma “manipulação eleitoreira no uso das informações” e acusou “setores” de estarem atuando em prejuízo da candidatura de Dilma.
Rossetto afirmou que os partidos da base aliada do PT na disputa presidencial irão tomar medidas para cobrar responsabilidades pelo vazamento do conteúdo de depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. Em áudios, obtidos supostamente sem autorização e divulgados contra a ordem de segredo de Justiça, os delatores premiados do caso apontam envolvimento de empreiteiras e partidos políticos. “O PT não recebeu recursos dessas fontes e pede que a apuração seja rigorosa para revelar e punir os envolvidos”, declarou.
Conforme Rossetto, que assumiu o posto de coordenador da campanha da presidente, o trabalho pela busca da reeleição continuará no sentido de confrontar os dois projetos concorrentes. “Vamos mostrar como o governo da presidente Dilma foi importante para o RS, com emprego, obras de infraestrutura, ampliação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, e como os governos tucanos de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Yeda Crusius foram desastrosos para o Estado”, definiu. “Vamos contar que Minas Gerais disse não a Aécio Neves (PSDB), vamos dialogar com os eleitores de Marina Silva (PSB) e provar que Aécio não representa a nova política”, concluiu.