A vereadora Fernanda Melchiona (PSol), a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, e a vice-presidente do sindicato, Neida Oliveira, respondem processo por cárcere privado da governadora Yeda Crusius. Elas participaram de um protesto em frente à casa de Yeda no ano passado, na Vila Jardim, em Porto Alegre. A manifestação impediu a passagem de moradores.
As três foram denunciadas pelo do Ministério Público do Estado e se negaram a aceitar acordo, que previa pagamento de cestas básicas e apresentação ao MP a cada três meses, por classificarem a denúncia como absurda. A vereadora disse que a governadora é uma pessoa pública e foi alvo de um protesto, porque a compra da sua residência teria sido colocada sob suspeita.
Em 16 de julho do ano passado, professores, sindicalistas e jornalistas entraram em confronto com a Brigada Militar, que foi chamada por Yeda para liberar o portão de entrada da sua casa. Os manifestantes exigiam o impeachment da governadora e colocaram, no acesso ao estacionamento da casa, um módulo metálico improvisado, simbolizando uma sala de aula da Secretaria Estadual de Educação.
Indignada com a ação, considerada mais tarde pelo Piratini como "covarde e selvagem", Yeda deixou a casa e, do pátio, tentou negociar a saída dos netos, de 8 e 11 anos, que pretendiam ir à escola. Yeda não conseguiu ser ouvida e, retornando para dentro de casa, redigiu um cartaz. "Vocês não são professores. Torturam crianças. Abram alas que minhas crianças têm aula!"
Policiais enfrentaram e detiveram a presidente do Cpers e mais cinco manifestantes, conduzidos em um camburão até a área judiciária. Políticos de todos os partidos divulgaram notas sobre o conflito. A denúncia foi oferecida há cerca de 30 dias.
Vereadora e presidente do Cpers respondem processo por cárcere privado de Yeda
Protesto bloqueou a casa de Yeda no ano passado