Conforme relatório do vereador Guimarães, "não restam dúvidas de que o presente pedido reúne as condições jurídico-formais a autorizar a abertura de CPI, pois atende aos pressupostos de um terço dos membros da Câmara (12 vereadores), existência de fato determinado e de tempo certo", explicou. Encerrada a votação, o presidente da CCJ, vereador Luiz Braz (PSDB), determinou que o processo fosse imediatamente encaminhado à presidência da Casa.
Votaram favoráveis ao relatório os vereadores Bernardino Vendruscolo (PSD), Sebastião Melo (PMDB), Waldir Canal (PRB), Kevin Krieger (PP) e Mauro Pinheiro (PT). Braz votou contra porque tem interpretação diferente da de Guimarães sobre a validade da 12ª assinatura, da vereadora suplente Maristela Maffei (PCdoB). O vereador afirma, no entanto, que politicamente apoia a investigação. "Como o momento político parece exigir a CPI, vou assinar o requerimento que pede a abertura da comissão", decreta.
O pedido de CPI foi apresentado pelo vereador Mauro Pinheiro em março deste ano e remetido para análise da CCJ por solicitação do presidente da Casa, vereador Mauro Zacher (PDT). A comissão foi ouvida por haver dúvidas em relação à validade da assinatura de Maristela Maffei, que assinou o requerimento de CPI no dia 29 de março, quando assumiu como titular em substituição ao vereador Toni Proença (PPL). Além de Pinheiro e Maristela, assinam o pedido de CPI os vereadores Fernanda Melchionna e Pedro Ruas (ambos do PSOL), Airto Ferronato (PSB), Elias Vidal (PPS), Tarciso Flecha Negra (PSD) e Adeli Sell, Carlos Todeschini, Engenheiro Comassetto, Maria Celeste e Sofia Cavedon (todos do PT).
A CPI deve apurar supostos desvios e superfaturamentos do contrato de R$ 6 milhões entre a Prefeitura de Porto Alegre e o instituto ligado ao jogador Ronaldinho Gaúcho, entre os anos de 2007 e 2010.