Política

Vereadores avaliam encerrar CPI após ouvirem Assis

Presidente da comissão afirmou que irá indeferir solicitação da base

Roberto de Assis Moreira defendeu idoneidade do instituto
Roberto de Assis Moreira defendeu idoneidade do instituto Foto : Pedro Revillion
Após o depoimento de Roberto de Assis Moreira na Câmara de Porto Alegre nesta quinta-feira, vereadores da base aliada defendem o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os convênios entre o Instituto Ronaldinho Gaúcho (IRG) e a prefeitura. O vereador Professor Garcia (PMDB) protocolou requerimento pedindo o término dos trabalhos, já que, conforme ele, diante da informação de que o Instituto Ronaldinho Gaúcho (IRG) já depositou em juízo os valores contestados pela prefeitura, a CPI perdeu o seu objeto.

João Dib (PP) disse que a CPI é um "fiasco" e concordou com Garcia que deve ser concluída imediatamente. Luiz Braz (PSDB), DJ Cassiá (PTB), Márcio Bins Ely (PDT) e Paulinho Rubem Berta (PPS) igualmente consideraram que a comissão deve ser encerrada. O presidente da CPI, vereador Mauro Pinheiro (PT), porém, recebeu o requerimento de Garcia mas anunciou que vai indeferi-lo por considerar que o pedido fere o regimento interno da Câmara.

A CPI também deliberou sobre requerimento apresentado pelo vereador Waldir Canal (PRB), relator da comissão, que pretendia dar continuidade aos trabalhos durante o recesso de julho, que foi rejeitado.

No depoimento, Assis defendeu a idoneidade do IRG, afirmando que foram prestadas contas sobre os contratos e que todas as terceirizações tiveram conhecimento da administração municipal. Ele ressaltou que a instituição era mantida com recursos repassados pela secretaria da Fazenda e de sua família. A fiscalização ficava por conta das secretarias de Governança e Educação, conforme ele.

Conforme Assis, já foram feitos dois depósitos judiciais, no valor de R$ 159.238 e R$ 195.663, referentes à cobrança de dívidas por irregularidades nas contas apresentadas à prefeitura. Os processos ainda estão sendo julgados, mas o dinheiro servirá para pagamento caso as decisões sejam em benefício do Executivo municipal.

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