Segundo o presidente da Câmara Municipal e principal interlocutor com o movimento desde o início da ocupação há três dias, vereador Dr. Thiago Duarte, o pedido será encaminhado à Justiça, já que a única exigência feita ao Bloco era que os manifestantes deixassem o local neste domingo. Para um outro grupo de vereadores, que inclui Sofia Cavedon (PT), Fernanda Melchiona (PSol) e Delegado Cleiton (PDT), o objetivo é seguir em negociação sobre a data de saída para evitar uma possível intervenção da Brigada Militar (BM).
Os representantes do movimento garantiram, em reunião realizada com oito vereadores no início da tarde deste sábado, que deixarão o Plenário Otávio Rocha às 9h de segunda-feira e se comprometeram a deixar o local limpo. O objetivo do grupo é manter uma vigília nas galerias até o início do recesso parlamentar, na quarta-feira. Segundo os manifestantes, é importante sair na segunda pela manhã e não no domingo à noite para que haja visibilidade para as ações do grupo. No entanto, o movimento segue impedindo a cobertura da ocupação por jornalistas que trabalham para grupos de comunicação. Em conversa com alguns dos manifestantes, porém, não há unanimidade sobre o tema.
Durante assembleia nessa manhã, os manifestantes avaliaram a proposta apresentada ontem pela Câmara de Vereadores. Eles definiram que o grupo vai encaminhar uma solicitação para que haja a abertura das planilhas de contas da empresas de transporte público da Capital. Além disso, pedem a convocação de uma audiência pública para tratar do assunto.
Outra reivindicação levantada pelo Bloco de Luta é o passe livre para estudantes, idosos e desempregados. Para o grupo, as propostas já devem ser apreciadas na primeira semana de agosto, após o recesso parlamentar. Uma nova assembleia, porém, deve ocorrer na segunda-feira pela manhã, antes da desocupação, para definir o rumo da mobilização. Ao longo do fim de semana, serão realizados debates e seminários, com a participação de diversas classes de trabalhadores.
Nessa sexta-feira, os vereadores assinaram um documento em resposta à pauta de reivindicações encaminhada pelos ativistas. No texto, os parlamentares apontaram que somente três dos sete itens podem ser atendidos, já que os demais não competem ao Legislativo.