Política

Vereadores rejeitam pedido de impeachment de Marchezan

Ação foi movida por um grupo de taxistas

Vereadores rejeitaram pedido de impeachment de Marchezan
Vereadores rejeitaram pedido de impeachment de Marchezan Foto : Alina Souza
Com informações de Jessica Hübler

O pedido de impeachment do prefeito Nelson Marchezan Jr. foi rejeitado na Câmara de Vereadores de Porto Alegre em votação realizada na tarde desta quarta-feira. Apenas sete vereadores foram favoráveis à aceitação do pedido enquanto 28 rejeitaram. O projeto foi arquivado. Apenas as bancadas do PT e do Psol se posicionaram pela continuidade do processo. 

A Câmara de Vereadores recebeu na última quarta-feira o pedido de impeachment de Marchezan, protocolado por um grupo de taxista sob alegação de que o município vem abrindo mão de receitas ao não cobrar dos motoristas de aplicativos como Cabify e Uber a taxa de gerenciamento operacional (TGO).

A legislação sancionada prevê o pagamento de taxa mensal de R$ 74 pelos condutores de aplicativos de transporte individual. A expectativa é de que mais de 10 mil carros estejam deixando de fazer a contribuição à EPTC.

Líder do PMDB na Câmara, o vereador Idenir Cecchim, disse em seu pronunciamento que Marchezan deveria agradecer aos taxistas pelo pedido, que, segundo ele, ajudou a tirar o foco da greve dos municipários.

“Se eu fosse o prefeito Marchezan, procuraria descobrir o telefone dos taxistas para ligar e agradecer o pedido porque desviaram o assunto do funcionalismo para um impeachment que não vai acontecer. É tão sem fundamento que parece que eles fizeram isso para dar uma acalmada na greve", afirmou.

O encaminhamento do PMDB foi seguido pelos demais partidos, a exceção de Psol e PT. Os sete vereadores que votaram a favor da aceitação do impeachment pertencem às duas siglas.

Nas galerias, um grupo de manifestantes pedia a aceitação do pedido: 

Marchezan definiu pedido como "descabível"


O prefeito Nelson Marchezan Júnior desqualificou o conteúdo do documento protocolado pelos taxistas e definiu o pedido como “descabível”. "É tecnicamente descabível. Não tem racionalidade e nem lógica", ressaltou Marchezan em entrevista à Rádio Guaíba.

Em nota oficial, divulgada nessa terça-feira, a prefeitura alegou que não deixou de arrecadar receitas na regularização do transporte individual por aplicativos. "O pedido não tem sustentação, porque baseia-se na hipótese de renúncia de receita, o que não ocorreu por parte do município", garantiu a prefeitura.