Vice-prefeita de Porto Alegre, Betina Worm recebeu convites para concorrer pelo PL nas eleições de 2026 e estuda se deixará o cargo para ser candidata. A desincompatibilização até seis meses antes do pleito é uma exigência para qualquer pessoa que exerça funções no Executivo e pretenda se candidatar.
Seu partido, o PL de Jair Bolsonaro, a convidou pela primeira vez no final do ano passado. A primeira resposta veio como recusa. Agora, a sigla busca com mais afinco convencer a vice de Sebastião Melo (MDB) a integrar uma nominata proporcional, e Betina já passa a considerar a possibilidade.
“É possibilidade, sim. Eu não disse mais que não. Estou avaliando as consequências. Tenho um prazo curto (para se desincompatibilizar) por conta da Justiça Eleitoral. As conversas têm acontecido, mas não está batido o martelo. Ainda estamos avaliando como impacta para mim e para a prefeitura”, afirmou Betina Worm à reportagem.
Betina foi indicada para concorrer como vice de Melo nas eleições municipais de 2024 pelo deputado federal Luciano Zucco, atual pré-candidato do PL ao governo do Rio Grande do Sul. É dele que, novamente, parte o convite para Betina figurar nas urnas de novo – apenas pela segunda vez na vida. Ela deixou as Forças Armadas para poder se candidatar na capital gaúcha.
Como as articulações ainda ocorrem, não foi definido o possível destino da tenente-coronel da reserva. As primeiras conversas, no final do ano passado, indicavam uma candidatura a deputada estadual. Agora, concorrer para deputada federal também aparece como possibilidade.
Para tomar a decisão, pesa a favor de Betina o fato de ela não precisar renunciar ao mandato para poder concorrer. A Lei Complementar nº 64/90 prevê uma regra específica para os vices permitindo que possam preservar seus mandatos se forem concorrer a outros cargos. Desta forma, ela poderia voltar à prefeitura caso não seja eleita em outubro.
Nesta terça-feira, haverá uma reunião no PL estadual para debater outros temas – mas o futuro de Betina também pode entrar em pauta.