Política

Vice-governador promete resposta rápida ao aumento da criminalidade no RS

Cairoli afirmou que governo tem plano de complementação caso Força Nacional não possa vir

Vice promete resposta rápida ao aumento da criminalidade no RS
Vice promete resposta rápida ao aumento da criminalidade no RS Foto : Álvaro Grohmann / Especial / CP
A morte de uma representante comercial em Porto Alegre provocou a tomada de medidas emergenciais por parte do governo do Rio Grande do Sul. Sem a presença do governador José Ivo Sartori, o vice José Paulo Cairoli lidera o gabinete de crise que espera uma resposta positiva sobre a vinda da Força Nacional ao Estado. Cairoli disse, no entanto, que a Segurança Pública tem um plano de complementação caso o reforço não seja liberado e promete uma resposta rápida ao aumento da criminalidade na Capital e no restante do território gaúcho.   

"Estamos trabalhando com a possibilidade da Força Nacional atuar na guarda dos presídios. Cerca de 400 policiais militares seriam liberados para o policiamento ostensivo. O trabalho da Brigada Militar com a Avante (operação) já mostra a nossa preocupação com a violência, mas é preciso reconhecer que não estamos satisfeitos. Vamos ter que dar uma resposta rápida, o que exigirá um envolvimento nosso muito maior", disse Cairoli. 

O vice-governador destacou que a simples vinda da Força Nacional terá custo ao Rio Grande do Sul. "A presença da Força Nacional pode durar de 30 a 40 dias, mas isso tem um custo elevado. Caso a resposta seja favorável, precisamos saber quantas pessoas virão. Teremos de fazer um trabalho de gestão e a sociedade pode ter certeza de que não estamos satisfeitos com a atual situação. Precisamos reconhecer que não está bem. Não interessam mais os números porque são pessoas que estão morrendo", acrescentou. 

O crime

A crise no governo do Estado aumento com a morte da representante comercial Cristine Fagundes, de 44 anos. A Brigada Militar (BM) relatou que ela tinha ido buscar o filho no colégio quando um homem se aproximou e anunciou o assalto na rua Ari Marinho, próximo à rua Eduardo Chartier.

Conforme os policiais militares, o disparo que tirou a vida de Cristine ocorreu no momento em que ela tentava tirar o cinto de segurança. O carro da vítima, um Honda Fit, não foi roubado. O suspeito fugiu em um Fiat Palio vermelho, onde era aguardado por outros três homens, em direção à avenida Plínio Brasil Milano.

Dias violentos


O crime ocorre um dia após um homem de 37 anos, identificado como Fabiano Lemos, ser executado na entrada do Hospital São Lucas da PUC. Na terça-feira, três mulheres foram assassinadas em Alvorada. A polícia acredita que o triplo homicídio tenha ligação com a morte de um casal, também registado na terça-feira. No último dia 14, a médica Graziela Müller Lerias, de 32 anos, morreu após ser baleada durante um assalto na zona Norte de Porto Alegre.