Enquanto Wilder tomava posse na presença de apenas quatro senadores, logo pela manhã, Paulo Teixeira postou no Twitter a opinião de que toda a chapa de Demóstenes deveria ser cassada: "O suplente do ex-senador Demostenes Torres deveria ser cassado pelo fato da vaga ter sido conquistada pela organização criminosa". Imediatamente, o perfil falso de Wilder, que se registrou como "@wilder_morais", contra-atacou: "Lamento muito o fato de que V. Exa. me ataca de forma grosseira e irresponsável. Responderei na tribuna aos seus ataques".
Paulo Teixeira disse que não tinha ideia de que o personagem com o qual discutia não existe. "Eu vi que ele estava respondendo e decidi não fazer mais comentários, para não ficar num bate-boca interminável". O vice-presidente da CPI reafirmou, no entanto, sua opinião sobre a posse de Wilder: "Acho que tanto o Demóstenes quanto os dois suplentes deveriam ser cassados".
No pouco tempo em que esteve no ar, o perfil falso do senador Wilder provocou petistas, como Paulo Teixeira, e defensores do governo e do PT, como o ator José de Abreu. A este, disse o Wilder fictício: "Terei sempre meu gabinete aberto, Zé, tenha certeza disso." E pediu ajuda para defender o Estado de Goiás, "hoje vítima de infâmias". O artista global dispensou o convite para ir ao gabinete de Wilder (o falso), e lembrou de suas raízes goianas: "Meu avô e meu pai eram goianos, ambos ligados ao Direito."