* Com informações da Agência Câmara
A sessão ordinária para votar os integrantes da comissão especial destinada a dar parecer sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma começou com bate-boca, empurra-empurra e confusão nos corredores do Plenário da Câmara. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), pediu para que os ânimos se acalmassem e disse que se "for preciso ficar até às 5h da manhã, vão ficar".
Cunha disse que a eleição será feita de acordo com o Regimento Interno da Câmara, que prevê, no artigo 188, a possibilidade de votação secreta. Cunha lembrou ainda que a lei que rege a questão do impeachment (Lei 1079/50) prevê eleição esse tipo de comissão especial. “E toda eleição pressupõe disputa; portanto, não se pode contestar a formação de chapas alternativas”, enfatizou.
A afirmação foi uma resposta ao PCdoB, que entrou nesta terça com duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a votação secreta da comissão especial que irá analisar o pedido de impeachment contra a presidente da República e contra a formalização da chapa alternativa proposta por deputados que fazem oposição ao governo.
Pedido de impeachment
A denúncia contra a presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade foi feita pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal.
A chapa 1, que tem as indicações feitas pelos líderes da base governista, conta com 49 membros. A chapa 2, que foi formada, em sua maioria, por deputados que fazem oposição ao governo, tem 39 inscritos. A comissão será formada por 65 membros, e as chapas precisam ter o número mínimo de 33 integrantes.
Devido à presença de três deputados nas duas chapas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, decidiu que eles concorrerão somente na chapa 2, devido à sua formação com a manifestação explícita de sua vontade de participação nela. Estão nesse caso os deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), Pr. Marcos Feliciano (PSC-SP) e Silas Câmara (PSB-AM).
Votação de comissão do impeachment é marcada por confusão e bate-boca
Pedido será analisado por 65 deputados