Política

Vou liberar o Rio Grande do Sul de pagar a dívida por quatro anos, diz Ciro Gomes

Candidato do PDT à Presidência da República participou do programa Esfera Pública, na Rádio Guaíba

Caso fique fora do 2º turno, Ciro Gomes descartou fazer campanha para Haddad
Caso fique fora do 2º turno, Ciro Gomes descartou fazer campanha para Haddad Foto : Nelson Almeida / AFP / CP
O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, revelou que tem um projeto específico para o Rio Grande do Sul sair da crise financeira. "Eu vou liberar o Estado de pagar a dívida com a União por quatro anos e aí reestruturar a forma de negociação da dívida. Este projeto tem a ver com a Lei Kandir", afirmou. Ciro contou nesta sexta, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, que estudou o caso do RS detalhadamente. "Eu conversei com o Jairo Jorge (candidato do PDT ao governo do Estado) para a gente recolocar o Estado no cenário econômico e político do Brasil".

Ciro disse que a quebradeira das contas do RS se intensificou após o acordo firmado no governo Antônio Britto com o governo federal, na época do presidente Fernando Henrique Cardoso. "A dívida, na época, se não estou enganado, era de R$ 7 bilhões. De lá para cá, vocês pagaram R$ 28 bilhões e ainda devem R$ 30 bilhões. Isso não tem cabimento", disse. 

Confiante de que chegará ao segundo turno, o candidato trabalhista defendeu sua candidatura afirmando que se trata de uma alternativa com base no diálogo para pôr fim ao clima de ódio e raiva que se arrasta ao longos dos últimos anos. "Num primeiro momento foi a polarização PSDB x PT. Com o fracasso dos tucanos, surgiu o (Jair) Bolsonaro, essa figura de história obscura, de posições deploráveis. Eu apresento soluções práticas para os problemas do país e para encerrar esse ambiente belicoso PT x anti-PT", destacou. 

Questionado se apoiaria publicamente o representante do PT, Fernando Haddad, em um eventual segundo turno contra Bolsonaro, Ciro sinalizou que não fará campanha para o ex-prefeito de São Paulo. "Não sou petista, mas também não sou contra o PT. Entretanto, depois do impeachment chancelado pelo Senado, ver Haddad ao lado do Renan Calheiros e Eunício de Oliveira, ver o que fizeram com a Manuela (D'Ávila), que foi chantageada e brutalmente excluída do processo, desculpa, mas não é mais possível andar ao lado deste jeito de fazer política. O PT não é mais um partido político, virou uma organização política de poder", disse.