Vou liberar o Rio Grande do Sul de pagar a dívida por quatro anos, diz Ciro Gomes

Vou liberar o Rio Grande do Sul de pagar a dívida por quatro anos, diz Ciro Gomes

Candidato do PDT à Presidência da República participou do programa Esfera Pública, na Rádio Guaíba

Por
Correio do Povo e Rádio Guaíba

Caso fique fora do 2º turno, Ciro Gomes descartou fazer campanha para Haddad


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O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, revelou que tem um projeto específico para o Rio Grande do Sul sair da crise financeira. "Eu vou liberar o Estado de pagar a dívida com a União por quatro anos e aí reestruturar a forma de negociação da dívida. Este projeto tem a ver com a Lei Kandir", afirmou. Ciro contou nesta sexta, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, que estudou o caso do RS detalhadamente. "Eu conversei com o Jairo Jorge (candidato do PDT ao governo do Estado) para a gente recolocar o Estado no cenário econômico e político do Brasil".

Ciro disse que a quebradeira das contas do RS se intensificou após o acordo firmado no governo Antônio Britto com o governo federal, na época do presidente Fernando Henrique Cardoso. "A dívida, na época, se não estou enganado, era de R$ 7 bilhões. De lá para cá, vocês pagaram R$ 28 bilhões e ainda devem R$ 30 bilhões. Isso não tem cabimento", disse. 

Confiante de que chegará ao segundo turno, o candidato trabalhista defendeu sua candidatura afirmando que se trata de uma alternativa com base no diálogo para pôr fim ao clima de ódio e raiva que se arrasta ao longos dos últimos anos. "Num primeiro momento foi a polarização PSDB x PT. Com o fracasso dos tucanos, surgiu o (Jair) Bolsonaro, essa figura de história obscura, de posições deploráveis. Eu apresento soluções práticas para os problemas do país e para encerrar esse ambiente belicoso PT x anti-PT", destacou. 

Questionado se apoiaria publicamente o representante do PT, Fernando Haddad, em um eventual segundo turno contra Bolsonaro, Ciro sinalizou que não fará campanha para o ex-prefeito de São Paulo. "Não sou petista, mas também não sou contra o PT. Entretanto, depois do impeachment chancelado pelo Senado, ver Haddad ao lado do Renan Calheiros e Eunício de Oliveira, ver o que fizeram com a Manuela (D'Ávila), que foi chantageada e brutalmente excluída do processo, desculpa, mas não é mais possível andar ao lado deste jeito de fazer política. O PT não é mais um partido político, virou uma organização política de poder", disse.