"Primeiro tenho que agradecer à população que apostou na minha candidatura, mesmo estando sub judice. Em segundo lugar, tenho a convicção de que o recurso do indeferimento que tramita em Brasília será favorável à proclamação da posse como prefeito reeleito", salientou Zimmermann, contrariando as previsões do presidente do TRE, Gaspar Batista, que acredita não haver reversão nas impugnações gaúchas.
O argumento de Zimmermann é de que há um empate quanto ao prazo da pena da inelegibilidade, que se encerraria no fim do ano ou no período correspondente à data da eleição em que foi constatada eventual irregularidade. O Tribunal Superior Eleitoral ainda aguarda o julgamento no qual um novo voto de um ministro da Corte promoverá o desempate. No caso de Zimmermann, a sentença de oito anos de inelegibilidade teria expirado no início de outubro, segundo a defesa do prefeito, o que viabilizaria sua diplomação.
Zimmermann manifestou ainda preocupação com a continuidade do governo. "Nós estamos com uma gestão em pleno andamento e qualquer intervalo poderia ser prejudicial à administração pública. Seria importante não termos qualquer tipo de hiato por causa desse processo", conclui.
O prazo para a realização de uma eventual nova eleição poderia chegar a um ano e, nesse período, quem ficaria responsável pela prefeitura seria o presidente da Câmara Municipal. Caso esse cenário se confirme, para manter a política de governo, a estratégia de Zimmermann seria contar com vereador próximo do prefeito no comando do Legislativo.