Expodireto

Ano de vendas reais na Expodireto

Organizadores constataram que há menos euforia e mais propostas concretas

Willi Kütter e o filho Marcelo compraram pulverizador que namoravam
Willi Kütter e o filho Marcelo compraram pulverizador que namoravam Foto : André Ávila
Depois de receber 199,6 mil visitantes até essa quinta, a 16º edição da Expodireto Cotrijal chega ao fim nesta sexta-feira, em Não-Me-Toque. Um dos destaques do último dia de exposição é a audiência pública do Senado sobre o emplacamento de tratores, que se inicia às 14h.

Uma tendência observada pelos organizadores é que as propostas de financiamento estão mais “concretas”. “As empresas falam que este ano é de vendas reais e não de euforia como foi em 2013 e 2014”, afirma o presidente da Cotrijal, Nei Mânica, que ressalta que a maioria dos financiamentos tradicionalmente é definida na quinta-feira e na sexta-feira. O público, no entanto, costuma cair no último dia. A expectativa de Mânica é de que 30 mil pessoas visitem a feira nesta sexta-feira. 

Entre expositores e instituições financeiras, a sensação é de que o Moderfrota confirmou parte da expectativa que se tinha antes da feira, já que a taxa de juros de 4,5% não deverá ser mantida no próximo Plano Safra. Segundo o superintendente do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, essa é a linha que mais se destaca entre as operações realizadas até agora. Ontem, o banco realizou uma cerimônia de assinatura de quatro contratos. A demanda por crédito é considerada boa, porém não há números até o momento. “A gente vê pouca crise aqui”, disse Hübner, constatando que neste ano o produtor está “com o pé no chão”. Conforme o superintendente, 50% a 60% das propostas de financiamento acabam sendo efetivadas após a feira. 

Foi pelo Moderfrota que o agricultor Willi Kütter, de Cerrito, comprou um pulverizador autopropelido que vinha “namorando” há um ano. Até então, ele contava com uma máquina convencional, com menor autonomia. Após aproveitar os benefícios do programa, ele pretende usar a nova aquisição na lavoura de soja de mil hectares. “A perda de produção é menor com uma máquina dessas”, explica o filho, Marcelo. 

Por meio do Pronaf Mais Alimentos, outra linha bastante procurada pelo taxa de juros reduzida, Vilso Dalpizol e o filho Evandro, de Colorado, buscaram financiamento para a compra de uma nova colheitadeira.