No mesmo embalo dos organizadores da feira e da indústria de máquinas agrícolas, o segmento financeiro espera que o volume de negócios que serão fechados ou encaminhados nesta Expodireto supere o do ano passado, confirmando uma tendência de moderado otimismo.
Todos admitem que, diante dos primeiros sinais de retomada da economia e da demanda por equipamentos associados à expectativa de uma grande safra, é razoável prever um acréscimo de 10% a 15% sobre o total de empréstimos contratados na edição de 2017. E afirmam que estão prontos para financiar toda a demanda que surgir durante a exposição.
Os bancos enviaram equipes especializadas em análise de crédito a Não-Me-Toque. Antes disso, alguns deles anteciparam a concessão de cartas de financiamento nas próprias agências, tendência crescente observada nas principais feiras agrícolas. O crédito já autorizado retira a necessidade de negociação com os agentes financeiros durante a feira e dá mais tempo ao produtor para procurar o bem que pretende adquirir na exposição.
Uma das instituições que ofereceram o crédito pré-aprovado em suas agências é o Banco do Brasil, que registrou um volume financeiro de contratos originados na feira do ano passado próximo de R$ 500 milhões e estima que o total deste ano chegue a R$ 700 milhões.
A projeção deve-se também a facilidades como a presença de 35 funcionários especializados em agronegócio e uma linha exclusiva, a Investe Agro, para aquisição de máquinas usadas, importadas, retroescavadeiras, pás carregadeiras, veículos de carga e animais para cria e reprodução, entre outras possibilidades, além de todas as linhas tradicionais. O banco lança ainda, no dia 9, um aplicativo que permitirá a contratação de custeio pelo celular. “Este ano trabalhamos com um cenário um pouco mais otimista que o do ano passado”, comenta o superintendente estadual, Edson Bündchen.
A estratégia do Banrisul para a Expodireto tem algumas semelhanças com a do Banco do Brasil. O diretor de Crédito da instituição, Oberdan Celestino de Almeida, confirma que “existe bastante procura” pelo crédito pré-aprovado nas agências e que uma equipe de 25 especialistas estará no parque para facilitar o encaminhamento de negócios ao produtor rural e aos expositores.
O banco fechou contratos para financiar R$ 104 milhões no evento de 2016 e espera, no mínimo, repetir o volume neste ano, mas acredita que pode vê-lo crescer de 10% a 15%, de acordo com sinalizações recebidas de fabricantes de máquinas.
O Sicredi, que financiou R$ 132 milhões na exposição do ano passado, disponibilizou R$ 220 milhões para a deste ano. “Nosso desafio está centrado na observação das oportunidades da cadeia produtiva em que atuamos e auxiliar nossos associados na escolha de seus investimentos”, ressalta o diretor executivo da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld.
O BRDE repete a oferta de R$ 200 milhões de crédito feita no ano passado, quando os contratos chegaram a R$ 102 milhões. “Os números de 2016 foram afetados pelo ambiente econômico bastante desfavorável”, recorda o superintendente da agência do banco no Rio Grande do Sul, Mauricio Mocelin. “Hoje já percebemos sinais de disposição para investir por parte dos produtores”, complementa.
O Badesul, que contratou R$ 10 milhões na Expodireto do ano passado, disponibiliza R$ 100 milhões nesta, com foco em projetos de modernização, expansão e consolidação do agronegócio e destaque para os investimentos em irrigação e armazenagem. “Nas duas últimas edições da feira a demanda por crédito foi baixa”, constata a presidente do banco, Susana Kakuta. “Este ano, em função dos bons preços dos produtos agrícolas e com a economia começando a dar sinais positivos, espera-se um volume maior de negócios”.
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Segmento financeiro espera que volume de negócios fechados ou encaminhados supere os de 2016