Expodireto

Bancos garantem que há recursos para propostas que surgirem na Expodireto Cotrijal

Segmento financeiro espera que volume de negócios fechados ou encaminhados supere os de 2016

Bancos garantem que há recursos para propostas que surgirem na Expodireto Cotrijal
Bancos garantem que há recursos para propostas que surgirem na Expodireto Cotrijal Foto : Alina Souza / CP Memória
No mesmo embalo dos organizadores da feira e da indústria de máquinas agrícolas, o segmento financeiro espera que o volume de negócios que serão fechados ou encaminhados nesta Expodireto supere o do ano passado, confirmando uma tendência de moderado otimismo.

Todos admitem que, diante dos primeiros sinais de retomada da economia e da demanda por equipamentos associados à expectativa de uma grande safra, é razoável prever um acréscimo de 10% a 15% sobre o total de empréstimos contratados na edição de 2017. E afirmam que estão prontos para financiar toda a demanda que surgir durante a exposição.

Os bancos enviaram equipes especializadas em análise de crédito a Não-Me-Toque. Antes disso, alguns deles anteciparam a concessão de cartas de financiamento nas próprias agências, tendência crescente observada nas principais feiras agrícolas. O crédito já autorizado retira a necessidade de negociação com os agentes financeiros durante a feira e dá mais tempo ao produtor para procurar o bem que pretende adquirir na exposição.

Uma das instituições que ofereceram o crédito pré-aprovado em suas agências é o Banco do Brasil, que registrou um volume financeiro de contratos originados na feira do ano passado próximo de R$ 500 milhões e estima que o total deste ano chegue a R$ 700 milhões.

A projeção deve-se também a facilidades como a presença de 35 funcionários especializados em agronegócio e uma linha exclusiva, a Investe Agro, para aquisição de máquinas usadas, importadas, retroescavadeiras, pás carregadeiras, veículos de carga e animais para cria e reprodução, entre outras possibilidades, além de todas as linhas tradicionais. O banco lança ainda, no dia 9, um aplicativo que permitirá a contratação de custeio pelo celular. “Este ano trabalhamos com um cenário um pouco mais otimista que o do ano passado”, comenta o superintendente estadual, Edson Bündchen.

A estratégia do Banrisul para a Expodireto tem algumas semelhanças com a do Banco do Brasil. O diretor de Crédito da instituição, Oberdan Celestino de Almeida, confirma que “existe bastante procura” pelo crédito pré-aprovado nas agências e que uma equipe de 25 especialistas estará no parque para facilitar o encaminhamento de negócios ao produtor rural e aos expositores.

O banco fechou contratos para financiar R$ 104 milhões no evento de 2016 e espera, no mínimo, repetir o volume neste ano, mas acredita que pode vê-lo crescer de 10% a 15%, de acordo com sinalizações recebidas de fabricantes de máquinas.

O Sicredi, que financiou R$ 132 milhões na exposição do ano passado, disponibilizou R$ 220 milhões para a deste ano. “Nosso desafio está centrado na observação das oportunidades da cadeia produtiva em que atuamos e auxiliar nossos associados na escolha de seus investimentos”, ressalta o diretor executivo da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld.

O BRDE repete a oferta de R$ 200 milhões de crédito feita no ano passado, quando os contratos chegaram a R$ 102 milhões. “Os números de 2016 foram afetados pelo ambiente econômico bastante desfavorável”, recorda o superintendente da agência do banco no Rio Grande do Sul, Mauricio Mocelin. “Hoje já percebemos sinais de disposição para investir por parte dos produtores”, complementa.

O Badesul, que contratou R$ 10 milhões na Expodireto do ano passado, disponibiliza R$ 100 milhões nesta, com foco em projetos de modernização, expansão e consolidação do agronegócio e destaque para os investimentos em irrigação e armazenagem. “Nas duas últimas edições da feira a demanda por crédito foi baixa”, constata a presidente do banco, Susana Kakuta. “Este ano, em função dos bons preços dos produtos agrícolas e com a economia começando a dar sinais positivos, espera-se um volume maior de negócios”.