Demandas em comum reuniram nesta terça-feiras as diferentes cadeias do agronegócio para uma reunião, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, proposta pelo presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, e pelo secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo. O objetivo é encontrar soluções conjuntas para obstáculos como a burocracia e a deficiência em infraestrutura para buscar novos mercados para os produtos do Rio Grande do Sul. "Temos de rever alguns conceitos, nos reposicionarmos como Estado perante à federação", disse Turra, ex-ministro da Agricultura. Ele ressaltou que, emboro o Estado seja líder na produção de aves e suínos, por exemplo, os setores estão perdendo espaço. "Temos boas safras, mas enfrentamos problemas que poderiam ser superados se tivéssemos um períoo de unidade, descobrindo o que temos de bom e quais os defeitos temos de corrigir."
O entendimento das cadeias produtivas é de que, juntas, elas têm de defender conquistas como a sanidade animal. Desta forma, será possível superrar o desafio de agregar valor às mercadorias. "A revolução do Brasil antes era produzir. Essa meta foi atingida. Agora é buscar valor para buscar novos mercados, levar menos volume e trazer mais dinheiro para cá", explica Turra. Ele ressalta que muitas economias, como a Holanda, foram desenvolvidas "comprando e transformando".
Para o secretário da Agricultura, Ernani Polo, entre as principais barreiras estão a questão da logística, que prejudica o escoamento da safra, e a burocracia. "É inconcebível a situação que nós vivemos hoje, em que a liberação de uma licença ambiental demora mais tempo do que a construção do empreendimento", afirmou. "Precisamos degensessar essas situações para que o empreendedorismo e o setor de agroindústrias possam fluir", observou Polo.
Cadeias do agronegócio discutem soluções conjuntas
Objetivo é acabar com obstáculos como a burocracia e a deficiência em infraestrutura