Expodireto

Cresol RS fala em “alento para cenário de preocupação” na Expodireto 2025

Diretor de negócios da principal repassadora de recursos para públicos de menor renda destacou a importância da pulverização de crédito

No RS, a cooperativa atende todos os públicos, incluindo pessoa física, pessoa jurídica e profissionais autônomos, sendo 60% dos associados do estado ligados ao agronegócio.
No RS, a cooperativa atende todos os públicos, incluindo pessoa física, pessoa jurídica e profissionais autônomos, sendo 60% dos associados do estado ligados ao agronegócio. Foto : Especial / CP / Vitória Miranda

Há mais de seis anos presente na Expodireto Cotrijal, a Cresol esteve presente neste ano em mais uma edição da maior feira do agronegócio gaúcho. A instituição financeira cooperativista está presente em 19 estados, com 59 cooperativas, 1.000 agências e se aproxima da marca de 1 milhão de associados no país.

Em visita à Casa do Correio do Povo no parque da Expodireto 2025, os representantes da Cresol RS, que atende 22 municípios no estado, falaram sobre a atuação da cooperativa junto aos associados gaúchos, tanto do agronegócio quanto das cidades. A cooperativa atende todos os públicos, incluindo pessoa física, pessoa jurídica e profissionais autônomos, sendo 60% dos associados do estado ligados ao agronegócio.

Diante da preocupação dos produtores rurais, após safras prejudicadas pelas condições climáticas, como é o caso da soja, que terá uma colheita 17,4% inferior ao ciclo passado, o diretor de negócios da Cresol RS, Volmir Pasa, falou em segurança e apoio aos associados.

“As nossas parcerias nos dão uma segurança de poder atender nossos cooperados e ir além, para atender novos associados. A Cresol é a maior repassadora dentre todas as instituições financeiras. Em número de contratos, nós temos uma característica de atender mais pessoas e contratos menores, somos a principal repassadora para públicos de menor renda e empresas pequenas e médias. Vemos as pessoas preocupadas, queremos dar um alento para esse cenário que ainda existe em função desses anos que passaram”, reforçou Pasa.

Durante as enchentes do ano passado, a cooperativa atuou ativamente para prestar o apoio necessário aos associados.

“Colocamos nossas equipes visitando e contatando nossos cooperados, principalmente aqueles atingidos diretamente ou indiretamente. Treinamos as equipes para que elas entendam a realidade. Não adianta a gente protelar, esperar. A gente tem dado apoio através das nossas agências, dando ajuda a quem precisa no momento e depois também cuidando, com prorrogação de dívidas e negociações”, afirmou o diretor superintendente da Cresol RS, Rui André Steffens.

Ainda de acordo com o diretor, a cooperativa está investindo no fortalecimento das equipes e na abertura de novas agências.

“Temos investido um volume significativo no fortalecimento das equipes, na abertura de novas agências. Temos trabalhado no fortalecimento da nossa base de cooperados, não só no agro, e fortalecimento de parcerias, principalmente para repasses de recursos. Para empresas, nós temos algumas linhas especiais, como o Finep, voltado à inovação, o Fungetur, que é voltado à cadeia do turismo”, relatou.

Seguros no contexto de mudanças climáticas

O diretor superintendente da Cresol RS, Rui André Steffens, reforçou a importância que os seguros tiveram após a tragédia climática de 2024. Segundo ele, a sociedade precisa se preparar para essa nova realidade e buscar o seguro para proteger a si e aos patrimônios.

“Eu sei que significa um custo, mas ele pode ser visto como um investimento, por exemplo a nossa cooperativa, no ano passado, indenizou R$ 37 milhões de reais em seguros. Não deixamos nenhum associado na mão, independente da atividade, do agro, da cidade, que tiveram pessoas afetadas. Em Bento Gonçalves, por exemplo, onde (a enchente no RS) afetou o turismo, todos que tinham operação conosco eram renegociados através dos decretos do governo, ou então, aquilo que era com recurso próprio da cooperativa, a gente também entendeu a situação de cada associado e ajudou para que não ficasse inadimplente ou tivesse alguma dificuldade, como um restritivo que depois vai travar o produtor”, afirmou.

Para o público do agronegócio, a cooperativa também trabalha com operações de custeio, normalmente feito uma ou duas vezes por ano, a depender da atividade, e investimentos para renovação de máquinas, dentre outras atividades. As principais produções atendidas no estado são soja, milho e arroz e, na serra, a produção de uva e citros. “Temos condições de atender todas as atividades. Trabalhamos muito com o agro voltado à agropecuária também”, contextualizou.

“Temos profissionais especializados para dar orientação, para garantir o bom uso do recurso, mas também principalmente falamos do cooperado ao centro, olhando para desenvolver o cooperado, para que ele tenha perenidade”, completou.