O tema biocombustíveis será debatido em painel na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, das 14h às 15h30min de quarta-feira, 11, na Arena AgroDigital do parque. A realização do evento intitulado “Biocombustíveis: a nova fronteira de oportunidades e a inserção estratégica do agro gaúcho” é do Correio do Povo, da Rede Técnica Cooperativa (RTC), que é um braço da CCGL, juntamente com a SOLI3, a Smartcoop e a Cotrijal. O apoio é do Senar, do Crea-RS e da Ocergs.
A SOLI3 é o projeto da indústria de biodiesel que vai ser instalada em intercooperação das cooperativas Cotrijal, de Não-Me-Toque, Cotripal, de Panambi, e Cotrisal, de Sarandi. A moderação será do vice-presidente da CCGL e dos Terminais Portuários Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson Jr..
A nova fronteira de oportunidades e a inserção estratégica do agro gaúcho em biocombustíveis é o foco do encontro, que contará com painelistas como o gerente de pesquisa & tecnologia na CCGL, Geomar Corassa, que vai abordar as contribuições tecnológicas do sistema cooperativo para o desenvolvimento de canola e carinata no Estado. Doutor em engenharia agrícola, Corassa tem especialização em gestão estratégica do Agronegócio pela Fundação Dom Cabral e atua na coordenação da Rede Técnica Cooperativa (RTC), além de ser integrante do conselho da Plataforma Digital Smartcoop.
“Os biocombustíveis têm figurado com um papel bastante relevante no cenário internacional e também nacional, e a agricultura é parte de todo esse processo. Então precisamos fazer essas conexões nesse momento. Basicamente o alinhamento entre expectativas da indústria e oportunidades que nós temos no campo”, destaca Corassa.
Segundo ele, por essa razão que o painel terá como tema a nova fronteira de oportunidades, e vai abordar a inserção estratégica do agro gaúcho no segmento, principalmente as novas culturas em ascensão, como a canola e a carinata. “De fato, há muita potencialidade para o agro do Rio Grande do Sul e, naturalmente, muita vantagem econômica nesse processo. Porque se consegue trazer alternativas para o produtor, para que tenha mais renda, a cadeia como um todo tenha mais renda, e para que a economia do Estado também ganhe em todo esse processo”, complementa.
Projeto de biorrefinaria
Corassa lembra que todo o assunto será relacionado a alguns projetos já em andamento no Estado, como o da Refinaria Riograndense, que será a primeira biorrefinaria 100% renovável do Brasil, e o da Soli3, entre Cotrisal, Cotrijal e Cotripal, que também vai focar em biocombustíveis. “E a conexão das cooperativas com o campo para o fomento às culturas, no caso, através da RTC, da rede técnica cooperativa, desse refinamento técnico para buscar maior produtividade no campo”, justifica. Ele também menciona plataforma Digital Smart Copy, que tem a adesão de mais de 22 mil. “São mais de 50 mil talhões na plataforma que possui ferramentas de rastreabilidade, que é uma das exigências desses novos mercados também”, descreve.
Já o head de biorrefino da Refinaria Riograndense, Flávio Mingorance, apresentará informações sobre o projeto da unidade em Rio Grande, a primeira biorrefinaria 100% renovável do país. Ele é responsável pela estratégia de negócios, certificação e marcos regulatórios, além das relações institucionais com parceiros globais e investidores. Outro participante é o gerente-executivo de engenharia da SOLI3, Diego Piotto. A intercooperação para impulsionar a sustentabilidade será o tema de seu painel. Com MBA em gerenciamento de projetos e Mestrado em Finanças pela FGV, o engenheiro eletricista tem 18 anos de experiência em projetos industriais de grande porte e em projetos industriais, excelência operacional, lean manufacturing e operações industriais.