Expodireto

Vídeo: entenda como funciona um pivô central para irrigação da lavoura

Estrutura é uma das principais formas de mitigar os efeitos da estiagem no RS

Pivô central possui vários pares de mangueiras para um maior alcance na lavoura
Pivô central possui vários pares de mangueiras para um maior alcance na lavoura Foto : Renê Almeida / Especial / CP

A irrigação é uma das principais estratégias do agro gaúcho para mitigar os efeitos da estiagem no Estado. O tema tem sido debatido cada vez mais entre governo, lideranças do setor e produtores rurais. Mas você sabe como ela realmente funciona?

A irrigação é uma técnica que fornece água artificialmente às plantas de forma controlada, garantindo melhores condições para o desenvolvimento das lavouras. No Brasil, existem quatro principais tipos de sistemas utilizados: a irrigação localizada (aplicada apenas em uma parte da lavoura), por aspersão (que simula uma chuva), superficial (com lâmina d’água sobre o solo) e a subirrigação (que utiliza o lençol freático subterrâneo).

Na Expodireto Cotrijal, a exposição de um pivô central chama a atenção dos visitantes. O engenheiro Edson Lagemann explica que o sistema é altamente tecnológico.

“Todo o sistema pode ser operado por meio de uma tela touch screen ou até por aplicativo de celular, sem precisar sair de casa”, afirma.

Existem equipamentos adaptados para diferentes tamanhos de propriedades rurais. No modelo apresentado na feira, por exemplo, a estrutura é capaz de irrigar lavouras de cerca de 50 hectares. O tubo principal possui diversas mangueiras que, quando acionadas, simulam uma chuva sobre a plantação.

“O Rio Grande do Sul sofre com muita adversidade climática. Nos últimos quatro anos tivemos períodos de excesso de chuva e também de falta de chuva. O pivô vem justamente para molhar as plantas, como soja, milho, algodão e feijão, culturas que fazem parte da nossa base alimentar”, explica.

O preço de um pivô central varia conforme o tamanho da estrutura e da área irrigada. Os valores podem partir de cerca de R$ 150 mil para lavouras com menos de 10 hectares e ultrapassar R$ 1 milhão em propriedades com mais de 100 hectares.

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