O fortalecimento da defesa agropecuária foi abordado na manhã desta terça-feira, na Expointer 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O Fórum Afagro, da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro), promoveu um espaço de diálogo e integração entre diferentes gerações de servidores, pautando também demandas históricas trabalhistas da categoria.
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O presidente da União Nacional dos Fiscais Agropecuários (Unafa), Diego Sampaio, convidado para o evento também para fazer um trabalho de base, ouvindo as reivindicações dos fiscais gaúchos, disse que a própria Expointer em si não ocorreria sem a atuação destes profissionais. “A defesa do meio ambiente passa diretamente pela mão do fiscal estadual agropecuário, combatendo o uso do agrotóxico ilegal, com o uso correto deles, entre muitas outras coisas”, disse Sampaio.
O titular da Unafa trouxe ainda dados expressivos sobre o impacto da categoria no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, a defesa agropecuária gaúcha fiscaliza algo em torno de R$ 300 bilhões, ou cerca de 40%, do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O volume em reais equivale ao dobro de todo o PIB total do Ceará, estado natal de Sampaio, e onde os fiscais respondem por 30% do total.
Ele defendeu que a valorização profissional, englobando a reestruturação de salários e de condições de trabalho, deve ser conquistada de forma organizada e por meio de diálogo estratégico com o governo. O presidente da Afagro, Giuliano Suzin, afirmou que, para além da fiscalização rotineira, há gargalos estruturais para a categoria no RS, com os servidores recebendo meia diária durante a Expointer.
A quantia é, segundo o presidente da Afagro, insuficiente para três refeições básicas dentro do parque, bem como “condições inadequadas de alojamento”, incompatíveis com a relevância da função e a falta de remuneração pelo regime de sobreaviso. “Embora o secretário Marcio Madalena (titular da Seapi) se mostre sensível às nossas reivindicações, ainda não conseguimos avançar muito nestas pautas”, comentou Suzin.