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BRDE e MDS firmam parceria para reduzir desperdício de alimentos

Ministério do Desenvolvimento Social anunciou liberação de R$ 3 milhões para ações voltadas à redução das perdas

Liberação dos recursos foi assegurada por meio de acordo formalizado no sábado, no Parque de Exposições Assis Brasil
Liberação dos recursos foi assegurada por meio de acordo formalizado no sábado, no Parque de Exposições Assis Brasil Foto : Ariadne Kramer / Especial CP
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) destinará R$ 3 milhões, sendo R$ 1 milhão para cada Estado da região Sul - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná -, e coordenará ações que valorizam a agricultura familiar e os bancos de alimentos. A finalidade é implementar um programa de ações voltadas à redução de perdas e desperdício de alimentos. A liberação dos recursos foi assegurada por meio de acordo formalizado no sábado, no Parque de Exposições Assis Brasil, entre o o titular do MDS, ministro Alberto Beltrame, o vice-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Neuto Fausto de Conto, e o diretor de Planejamento e Finanças da instituição financeira, Luiz Corrêa Noronha. Ao BRDE caberá garantir a oferta de crédito, com disponibilidade inicial de R$ 500 milhões e, aos governos dos três estados, a orientação dos projetos por meio de adequada assistência técnica.



Os estados poderão acessar os recursos por meio de convênios, válidos por até dois anos, a partir de setembro. O ministro salientou que o acordo prevê a capacitação para assistência técnica e extensão rural para atuar em pontos críticos da cadeia de produção de alimentos. "A parceria ajuda a promover padrões de produção e consumo sustentáveis dentro da política de segurança alimentar e nutricional", explicou Beltrame. De acordo com o ministro, o trabalho conjunto entre MDS e BRDE promoverá ações para ampliar e qualificar toda a cadeia produtiva e a rede de doação de alimentos, como também melhorar as condições de armazenamento e preparo de alimentação nas escolas públicas.

A meta principal, segundo Beltrame, é estancar o desperdício. Lembrou que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima a perda de aproximadamente 1,3 bilhão de toneladas de alimentos no mundo. O volume corresponde a 30% de toda a produção mundial de alimentos para consumo humanoe a 15% de todas as calorias produzidas. "A perda é inadmissível considerando que ainda existem seres humanos passando fome no mundo", frisou. O ministro atribui as perdas à precariedade na infraestrutura de transporte e logística, à carência e inadequação das estruturas de armazenamento, à ausência de campanhas educativas e boas práticas, entre outras causas.

O vice-presidente do BRDE ressaltou que as perdas são visíveis nas lavouras ao término das colheitas e também nas esteiras. "Já no transporte, as carretas deixam rastros de cereais pelas estradas brasileiras. E isso precisa acabar. O ponto de partida passa por mudanças culturais e educação", salientou. Já o diretor de Planejamento e Finanças ressaltou que o acordo formalizado com o MDS é "absolutamente de cooperação técnica". "O BRDE investe anualmente R$ 500 milhões em atividades que contribuem para o fim do desperdício nos três estados", afirmou. Os investimentos são direcionados à qualificação da armazenagem, da refrigeração, ao Programa para Construção e Ampliação de Armazéns e à recuperação de estradas vicinais, de acesso às propriedades.