Expointer

Com pavilhão ampliado, Feira da Agricultura Familiar aumenta em 43% número de expositores

Estrutura dobrou de tamanho, passando para 7 mil metros quadrados

Feira conta com participantes veteranos e novatos
Feira conta com participantes veteranos e novatos Foto : Mauro Schaefer / CP
Recordista de público e com vendas que em 2017 ultrapassaram os R$ 2 milhões, a Feira da Agricultura Familiar da Expointer chega neste ano à sua 20º edição e terá novidades. A principal delas é o pavilhão ampliado por uma obra concluída há pouco mais de um mês. A estrutura, que tinha 3,5 mil metros quadrados e estandes de 4 metros quadrados, passou a ter 7 mil metros quadrados e estandes de 6 metros quadrados, além de área de alimentação duplicada para atender até 400 pessoas simultaneamente.

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A ampliação do espaço fez o número de expositores saltar de 198, em 2017, para 285 - 43% a mais. Destes, 275 são do Rio Grande do Sul e estarão vendendo produtos agroindustriais, artesanato, plantas e flores. Outros dez virão de Minas Gerais.

Segundo o assessor de políticas para agroindústrias da Federação do Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Jocimar Rabaioli, o novo pavilhão trará maior conforto para os visitantes e para os expositores. “Nós pleiteávamos estandes de três metros por três metros, mas, para acomodar os 280 espaços necessários e reorganizar o fluxo, a metragem ficou um pouco menor”, comenta. “Em compensação, teremos um serviço melhor na praça de alimentação", ressalta.

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Rabaioli explica que as quatro cozinhas que servem refeições dentro do pavilhão passaram por reparos e pintura, mas destaca que a principal mudança está no tipo de mesas que serão usadas para atender os consumidores. “Ao contrário dos conjuntos de plástico dos anos anteriores, vamos instalar mesas comunitárias, com bancos, que poderão ser usadas por mais pessoas que comprem as refeições das cozinhas ou queiram degustar os produtos vendidos com conforto na própria feira”, acrescenta.

A Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SRD) confirma que as quatro cozinhas do pavilhão continuarão sendo administradas pela Emater, Fetag, Fetraf e Via Campesina, oferecendo pratos típicos da culinária gaúcha, à base de carnes e peixes, e da culinária italiana, como a polenta e as massas. Ainda conforme a SDR, do total de 285 empreendimentos, 56 são de agricultores que estreiam na feira.

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Feira conta com participantes veteranos e novatos

Presente desde a primeira Feira da Agricultura Familiar realizada na Expointer, em 1998, o agricultor Romeu Ferreira dos Passos traz novamente, para a 20º edição, suas rapaduras, o melado e o açúcar mascavo elaborados com cana-de-açúcar orgânica na Agroindústria Daiane, em Linha Dom Pedro, distrito de Cândido Godói, na região das Missões. Aos 66 anos, Passos toca a produção de dez toneladas por ano, todas com colocação garantida, apenas com a esposa e não tem sucessores para o negócio.

“A feira da Expointer foi muito importante para tornar o nosso produto conhecido, mas hoje sentimos o peso da idade e estamos pensando em parar”, revela o agricultor. Passos e a esposa, que participaram por 17 anos da Feira Agroecológica do Bom Fim, em Porto Alegre, pretendem agora partir para a aposentadoria. “Vamos deixar nosso lugar em breve para gente mais jovem, que tenha mais energia para enfrentar as feiras”, antecipa.

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Promover seu produto é também a principal intenção de Juvenildo Canova e sua esposa, Ednéia Mazzucatto, fabricantes de queijo colonial há dez anos, em Linha Maneador Alto, interior de Sarandi, no Alto Uruguai. Canova segue uma tradição de família. “O pai e a mãe fabricavam queijos há 50 anos. Por isso eu e minha esposa decidimos criar a agroindústria”, conta.

O agricultor vai participar pela primeira vez da feira com os queijos coloniais recém-licenciados pela Divisão de Inspeçãode Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), expondo-os no estande da Cooperativa de Produção dos Agricultores Familiares de Sarandi e Região, no qual também estarão outras três agroindústrias familiares.

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A Agroindústria Canova produz 200 quilos de queijo por mês, com leite de oito vacas. “Além da divulgação que proporciona, a feira é uma oportunidade de obter um preço justo pelo produto, o que nem sempre conseguimos na região competindo com laticínios maiores”, comenta Juvenildo. O agricultor ressalta que o queijo que fabrica é 100% puro e que cada unidade exige pelo menos 10 litros de leite, o que justifica o preço de R$ 20 pelo quilo.