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Conheça a técnica australiana Tally-Hi para tosquia de ovelhas

Método foi alvo de oficina promovida pelo Senar na Expointer

Senar-RS realiza oficina de tosquia sobre método "Tally-Hi"
Senar-RS realiza oficina de tosquia sobre método "Tally-Hi" Foto : Alina Souza

Você já imaginou como é feita a retirada da lã de uma ovelha? Na programação da Expointer 2026, uma oficina do Senar apresentou o método Tally-Hi para a tosa de ovinos, uma técnica australiana que ainda é pouco conhecida no Brasil. A atividade atraiu os olhares atentos dos visitantes, que pararam para fotografar e entender o processo.

O instrutor Claudiomar Batista explica que o objetivo do método Tally-Hi é garantir o bem-estar animal, otimizar a colheita da lã e proteger a saúde do tosquiador.

“O método agrega valor à lã pelo fato de que a mecha sai inteira do animal, não é recortada. O animal não é amarrado em hipótese alguma. Ele fica confortável, apoiado ao tosquiador, que consegue fazer a tosquia sem fazer força”, explica.

Na apresentação, o instrutor começa segurando a ovelha pelo pescoço, local onde ela perde parte de sua força. Com uma tesoura mecânica, semelhante a uma máquina de cortar cabelo, a tosa começa pelo peito e pela barriga do animal. O rosto e o pescoço vêm depois.

“Se der conforto, o animal vai nos favorecer no trabalho”, afirma Batista, enquanto mantém a ovelha quieta, apoiada em suas pernas.

Senar-RS realiza oficina de tosquia sobre método "Tally-Hi" | Foto: Alina Souza

Após raspar também a costela e as costas do animal está pronto, a lã está inteira no chão. Quando o instrutor a pega e a coloca de uma vez sobre a mesa, ela cobre quase todo o espaço, mostrando a grande quantidade produzida pela ovelha.

Batista mostra que a mecha é de boa qualidade, pois possui mais de 8 centímetros e boa tração — ou seja, quando alongada, não se parte ao meio. Por último, ele separa as pontas, que possuem menor qualidade, como a desgorda (volta do velo) e a garra (patas e cabeça), do velo, que corresponde à parte das costas e é considerada a mais nobre.

“Desde que a ovelha foi domesticada, é necessário fazer a tosquia. A lã tem um crescimento contínuo, principalmente nas raças laneiras. Quando a lã é destinada à indústria têxtil, existe um parâmetro de qualidade exigido, e o comprimento da mecha é um deles. É necessário ter, no mínimo, 7,5 a 8 centímetros”, detalha.

Senar-RS realiza oficina de tosquia sobre método "Tally-Hi" | Foto: Alina Souza

Batista também explica que existem raças de ovelhas destinadas à produção de carne e outras à produção de lã.

“A tosquia de ovinos de corte podemos fazer duas ou três vezes por ano, porque o objetivo é a produção de carne, não de lã. Quando a lã é retirada da ovelha, mexe-se no metabolismo dela. Isso faz com que ela consuma mais alimento e, assim, tenha uma placenta maior e mais peso do cordeiro. Acelera o processo”, revela.

As oficinas do Senar ocorrem no Pavilhão Internacional da 49ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A maior feira do agronegócio gaúcho vai até domingo, 6 de setembro.

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