Expointer

Consevitis-RS lança plataforma para facilitar planejamento de ações na vitivinicultura

Observatório Vitivinícola foi oficialmente lançado em evento na Expointer 2024; setor teve cerca de 500 hectares de perdas após catástrofe climática

Lançamento ocorreu no Pavilhão Internacional da Expointer 2024
Lançamento ocorreu no Pavilhão Internacional da Expointer 2024 Foto : Camila Cunha

Uma importante plataforma para o futuro do setor vitivinícola foi lançada na manhã desta quarta-feira no Pavilhão Internacional da Expointer 2024 pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS). O Observatório Vitivinícola agrega dados relevantes do segmento no RS, no Brasil e no mundo, e deve ajudar no planejamento de ações no mercado.

Segundo o presidente da Consevitis-RS, Luciano Rebellatto, essas informações relevantes serão essenciais tanto para produtores, empresas, pesquisadores e consumidores. A ferramenta pode ser acessada pelo link observatorio.consevitis-rs.com.br/home.

“Essa plataforma consiste em compilar dados para que se tornem base na tomada de decisões. Por exemplo, nossos produtores podem utilizá-la para escolherem a variedade a ser implementada no novo vinhedo, a partir do volume de consumo. Lá também há previsões de tempo e até possíveis doenças, ajudando no manejo dos vinhedos”, destacou.

O observatório é fruto de uma parceria entre a entidade e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Conforme o secretário-adjunto da pasta, Márcio Madalena, a ferramenta representa a maturidade de quem busca o crescimento do setor. “Na vitivinicultura são muitos os desafios. Seja na questão produtiva, para dentro da porteira, no marketing e na consolidação do consumo. Quando lançamos um observatório assim, estamos passando um recado de para onde queremos ir”, falou.

Serra Gaúcha teve 500 hectares de perdas

Ainda de acordo com o presidente da Consevitis-RS, o setor ainda está contabilizando suas perdas após a catástrofe climática de 2024. Rebellatto destacou que a base do setor, os produtores, foram muito atingidos, mesmo em um momento posterior à safra da uva. “A matéria-prima já estava colhida. Porém o produtor perdeu o seu vinhedo. Levantamos um número aproximado de cerca de 500 hectares de perda em vinhedos na Serra Gaúcha. Possivelmente, são locais que não estarão aptos para produzir em 2025”, lamentou.

Apesar disso, ele garante que o número representa uma parte muito pequena dos mais de 40 mil hectares de área de produção no RS. “Vai gerar uma certa quebra pois cada produtor teve o seu prejuízo particular e estamos trabalhando para ajustar através de políticas públicas que venham a incentivar esses agricultores a retornar. Mas não vai gerar uma queda na produção total do Estado”, finalizou.