Expointer

Dentro do plano ABC+, irrigação avançou 80 mil hectares no RS em apenas três anos

Debatedores do painel apresentaram projeções e dados do plano no Estado; cerca de 40% da meta de irrigação já foi atingida para o período

Emater-RS/Ascar apresentou detalhes da aplicação do plano ABC+ no RS
Emater-RS/Ascar apresentou detalhes da aplicação do plano ABC+ no RS Foto : Camila Cunha

A manhã desta quarta-feira na Expointer 2024 foi marcada por reuniões e painéis para debater o futuro do agronegócio do Rio Grande do Sul. Em uma delas, no Pavilhão Internacional, tratou da aplicação das políticas de redução de emissão de carbono através do plano ABC+RS. O coordenador do plano no Estado, Jackson Brilhante, destacou que, entre 2021 e 2023, a irrigação avançou cerca de 80 mil hectares.

Este número representa cerca de 40% da meta estadual, que é ampliar 216 mil hectares de área irrigada até 2030. Brilhante aponta ainda que este número deve ser ainda maior, pois não foi atualizado com informações da Radiografia da Agropecuária de 2024. “A gente tem a convicção que essa é uma meta que tranquilamente será atingida. A irrigação vem evoluindo cada vez mais no RS em função das secas. Além disso, temos programas cada vez mais potencializados”, apontou.

Os sistemas irrigados são apenas uma das oito tecnologias elencadas pelo plano, que ainda com plantio direto, bioinsumos, práticas de recuperação de pastagem degradada, terminação intensiva, sistemas integrados, florestas plantadas e manejo de resíduos de produção animal. “Tudo isso tem potencial de mitigar 75 milhões de toneladas de carbono no RS”, completou Brilhante.

Aplicação do plano na realidade do agro

O plano é aplicado na ponta com o apoio dos técnicos extensionistas da Emater-RS/Ascar. O diretor técnico da entidade, Claudinei Baldissera, apresentou no painel alguns dos números trabalhos em 2023, principalmente com a atuação direta com produtores rurais do RS. “Nós demonstramos como a Emater realiza e trabalha dentro destas ações, que são de assistência técnica, extensão rural e dentro dos sistemas produtivos”, relatou.

Para Brilhante, os eventos climáticos extremos vivenciados no RS nos últimos anos ajudam a entender a necessidade da aplicação do plano ABC+. “Cada vez mais estamos convivendo com secas e enchentes. Essa política pode dar maior resiliência para o produtor, sem perder eficiência. Ou seja, produzir mais, gastando menos e com menor impacto ambiental”, finalizou.