Primeira grande feira do agronegócio que se realiza dentro do Plano Safra 2018/2019 – que destinou recursos de R$ 1,1 bilhão para financiamentos do Moderfrota, a taxas de 7,5% e 9,5% –, a 41ª Expointer é aguardada pelas empresas de máquinas e implementos agrícolas e entidades do setor como um evento que sinalizará a confirmação do crescimento nas vendas esperado para 2018. Na feira do ano passado, as intenções de negócio no setor de máquinas e implementos agrícolas chegaram a R$ 1,923 bilhão. Neste ano, a expectativa é de que aumentem de 5% a 8%, que também é o avanço global projetado pela indústria para o ano.
• Expointer chega à 41ª edição e terá de enfrentar cenário desafiador
• Serviço facilitará comunicação entre expositores na Expointer
A análise é do presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos de Oliveira. Para o executivo, as decisões que o produtor precisa tomar não serão influenciadas pelo momento político e sim por aquilo que ele vislumbra para o seu negócio. “Temos câmbio valorizado, bom desempenho das commodities e um quadro de capitalização para o produtor”, diz Oliveira. Além disso, ele avalia que “o volume de recursos destinados à compra de equipamentos está de acordo com o esperado e a taxa de 7,5% para financiamento é a melhor do mercado".
A opinião é compartilhada pela presidente do Sindicato das Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do RS (Simers/RS), Carolina Rossato, ao apontar que a área do Parque de Exposições Assis Brasil destinada às máquinas e implementos terá neste ano 135 expositores. “O novo plano safra em andamento dá garantia ao produtor de que há recursos disponíveis para fazer suas compras. Além disso, o dólar mais alto melhora o rendimento das commodities e deve estimular os negócios", aposta Carolina.
Vitrine de novidades
Entre os expositores é consenso que mais importante do que fazer negócios durante a feira é trazer as melhores soluções pensadas para o campo. Neste sentido, empresas como a John Deere e a Case IH apostam em alternativas além da máquina tradicional. Sílvio Campos, diretor de Marketing de Produto da Case IH, destaca o lançamento comercial de um serviço de drone capaz de fazer o mapeamento das propriedades e entregar diagnósticos prontos ao produtor. “Em vez de ele comprar um drone, ter de fazer um curso de operação e outro de interpretação, terá acesso a um pacote fechado, o que torna o compartilhamento de dados mais democrático e ao alcance tanto do pequeno quanto do grande produtor”, explica. Rodrigo Bonato, diretor de vendas da John Deere Brasil, ressalta que a marca, a exemplo do que apresentou na Agrishow 2018, vai reforçar na Expointer seu conceito de conectividade e de “mais inteligência e menos ferro”, apresentando o Operations Centers.
A New Holland e a Massey Ferguson vão exibir novidades na área de tratores que interessam aos produtores do RS e ao meio ambiente. Alexandre Blasi, diretor de Mercado Brasil da New Holland, anuncia o primeiro lançamento comercial de uma colheitadeira de arroz e de dois tratores especialistas. Juan Latorre, gerente de vendas da Massey Ferguson, revela o pré-lançamento de uma linha de tratores para 2019, já de acordo com o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Procave), que entra em vigor para as máquinas agrícolas com potência acima de 25 cavalos em 1º de janeiro do ano que vem. “Vamos trazer duas linhas de tratores com potência abaixo de 100 hp que já estão em conformidade com a lei”, completa.
A LS Tractor exibe três inovações. A empresa traz o seu trator de maior potência, o H145, de 145 cv, equipado com motor Perkins de última geração, de 4.4 litros, Turbo Intercooler e que permite uma economia de combustível de até 15%. Há também o menor trator da linha, o MTI 25, de 25 cv, ideal para agricultura indoor. Na tecnologia, a novidade é a Plataforma Web de Gestão de Frota.
Expointer iniciará neste sábado com boas perspectivas de negócio
Intenções de compras no setor de máquinas e implementos deve aumentar de 5% a 8%