Expointer

Expointer mantém tradição de visitantes internacionais

Alemanha, Uruguai, Chile e Equador confirmaram estandes na feira

Como nos anos anteriores, Uruguai vai ocupar espaço em Esteio para divulgar seus produtos e atrativos para quem circular no parque
Como nos anos anteriores, Uruguai vai ocupar espaço em Esteio para divulgar seus produtos e atrativos para quem circular no parque Foto : André Ávila / CP Memória
A presença de visitantes estrangeiros está associada à Expointer desde os seus primórdios. O próprio nome do evento — que nasceu como Exposição Internacional de Animais — deixa clara essa condição. Além de exemplares de diversas raças, já passaram pelo Parque Assis Brasil ministros de países vizinhos, autoridades diplomáticas, empresários e produtores interessados em fazer negócios ou se manter atualizados sobre as tendências da agricultura e da pecuária. Embora tenha tido altos e baixos nos últimos anos, a presença estrangeira deve ocorrer novamente na 40ª edição. Entre os países confirmados estão Alemanha, Uruguai, Equador e Chile, que montaram estandes no Pavilhão Internacional.

Além das representações oficiais, empresas de outros países demonstram interesse em ampliar sua presença no parque, de olho no público de mais de 40 mil pessoas que visita a feira diariamente. Referência na produção mundial de leite, a Nova Zelândia vai estar representada por quatro empresas nas áreas de gestão animal, balanças para animais, dispositivos para aplicação de medicamentos e sementes forrageiras. “São soluções focadas em facilitar a vida do produtor na produtividade e eficiência do trabalho”, afirma o cônsul-geral da Nova Zelândia e diretor regional da New Zealand Trade and Enterprise, Nicholas Swallow. Estas tecnologias surgiram em razão de a Nova Zelândia ser um país pequeno, com pouca mão de obra disponível. A gerente de agronegócios da agência, Nádia Alcântara, afirma que a expectativa para a Expointer é positiva, tendo em vista que é em momentos de instabilidade que os produtores se voltam mais para ferramentas que visam o controle de custos.

Os estrangeiros que visitarem a feira poderão contar com o apoio de um grupo de 10 alunos de Relações Internacionais da ESPM, fruto de uma parceria com o governo do Estado. O atendimento, que estará baseado na sede do Badesul, foi realizado nos anos de 2009 e 2010, e agora será retomado. “Interagíamos muito com pessoas que vinham de outros países e ficavam meio perdidas na feira”, conta a diretora de promoção comercial e assuntos internacionais da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Sandra Schafer. Os estudantes, que falam inglês e espanhol (alguns também dominam o alemão e o francês), atendem os jornalistas e empresários estrangeiros, chegando inclusive, quando necessário, a participar de rodadas de negócio com empresas locais.

Um dos segmentos que costuma despertar o interesse dos estrangeiros durante a Expointer é o cavalo Crioulo. Muitos compradores que vêm a Esteio são oriundos da Argentina, Uruguai e Paraguai, países que integram a Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC): “Já tivemos neste primeiro semestre vendas importantes para o exterior e acreditamos que vai haver negócios internacionais”, confia o presidente da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Crioulo (ABCCC), Eduardo Móglia Suñé.

O Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers) não irá promover rodadas de negócios, mas o crescimento das exportações do Brasil - 40% no acumulado do ano - anima o setor com a perspectiva de negócios na Expointer. O presidente do Simers, Cláudio Bier, ressalta que a maioria dos visitantes voltados a este mercado já chega à feira com uma definição das empresas com quem pretendem negociar. “Mas é evidente que eles vão visitar a feira e podem até partir para outros negócios”, observa.