Expointer

Incra aguarda decisão do TCU para retomar plano de reforma agrária no país

Órgão está impedido de firmar novos contratos de concessão de uso

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aguarda decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) para retomar plano de reforma agrária no país. “O cadastramento, seleção e assentamento de famílias beneficiárias da reforma agrária estão suspensos desde abril de 2016, por força de uma decisão do TCU”, afirmou nesta quarta o superintendente regional do Incra, André Bessow, durante o Encontro Estadual de Municípios com Assentamentos Rurais, promovido pela Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), na Expointer 2017.

Bessow explicou que, com o bloqueio, o Incra está impedido de firmar novos contratos de concessão de uso (CCU). “Estamos apenas renovando os vencidos”, ressaltou. Segundo ele, as metas para o RS incluem a formalização de 2,4 mil CCU (300 novos e 2,1 mil renovações) e a entrega de 1,5 mil títulos de domínio (TD) até dezembro. “Instituímos um grupo de trabalho para planejar a execução das ações”, revelou.

Em breve, o Incra pretende entregar o TD em áreas de Uruguaiana, Santana do Livramento (Cerro do Munhoz), Boa Vista do Incra (Corticeira), Pontão/Sarandi (Encruzilhada Natalino, 1, 2, 3, 4 e Picada Sarandi Gleba 2), Cruz Alta, Jari (Bela Vista e Chácara dos Miúdos). Titulações igualmente estão previstas para Capão do Cipó (Santa Rita, Inhacapetum e Sepé Tiaraju), Joia (Santa Tecla), Nova Santa Rita (Itapuí), São Miguel das Missões, Santa Helena (Barra), São Luiz Gonzaga (Palma, Panorama e Campos do Pontão). “Todo trabalho de campo para supervisão das ocupações já está finalizado”, disse.

Existem hoje, em solo gaúcho, mais de 300 assentamentos, totalizando 11 mil moradores. O presidente da Famurs, Salmo Dias de Oliveira, revelou que 98 municípios gaúchos abrigam assentamentos. “O governo federal só disponibilizou R$ 2 milhões para regularização fundiária. O valor é insignificante”, atestou. “Os programas são federais, mas a sobrecarga cai sobre as prefeituras que precisam custear saúde, educação e executar obras de infraestrutura, incluindo estradas”, lamentou.